BNDES aprova R$ 715,9 milhões para modernizar produção de alumínio da CBA
Financiamento pela linha Finem apoia eficiência operacional, redução de impactos ambientais e nova logística com menor emissão de carbono
247 - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 715,9 milhões para a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) modernizar seu processo produtivo, com foco no aumento da eficiência operacional e na diminuição de impactos ambientais.
Segundo o banco, os recursos serão destinados à Fábrica Alumínio, no município de Alumínio (SP), e ao novo Pátio Santa Isabel (GO), responsável pelo carregamento de bauxita proveniente da Unidade Barro Alto. O objetivo é qualificar a produção, ampliar a capacidade de produtos intermediários e adotar soluções tecnológicas mais limpas, alinhadas à política industrial do governo federal.
O financiamento ocorre por meio da linha Finem e permitirá à CBA, empresa do portfólio da Votorantim, investir na reutilização de insumos e recursos naturais, além da modernização de equipamentos e do reforço da estabilidade produtiva. Entre as principais iniciativas previstas está a revitalização dos fornos eletrolíticos, etapa essencial para transformar o óxido de alumínio em alumínio líquido. A atualização busca reduzir riscos operacionais associados ao desgaste estrutural desses equipamentos.
O projeto também contempla melhorias no sistema de disposição de resíduos, com a instalação de uma planta de filtração que viabilizará a disposição a seco na barragem do Palmital, em Alumínio (SP). A medida permitirá a reutilização da água e a recuperação de soda cáustica no processo industrial.
Outra frente de investimento é a modernização da sala de pasta anódica, com o objetivo de elevar a capacidade produtiva e aprimorar a qualidade da pasta por meio da redução do teor de piche em sua composição. A empresa ainda promoverá a atualização do circuito fechado de águas, incluindo a estação de tratamento de água industrial, o que deve diminuir o consumo de água potável na fábrica paulista.
Na área logística, o financiamento viabiliza a modernização da infraestrutura de transporte de bauxita, com a implantação de nova operação ferroviária. A iniciativa reduzirá o uso de caminhões no trajeto, contribuindo para a queda das emissões de carbono associadas ao transporte da matéria-prima.
De acordo com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o conjunto de ações reúne ganhos produtivos e ambientais. “O projeto aprovado pelo BNDES reúne uma série de iniciativas que buscam o aumento da produtividade com a introdução de tecnologia mais limpa e eficiente, além da reutilização de água e uma nova solução logística que reduzirá significativamente as emissões de gases de efeito estufa. São investimentos alinhados à política industrial do governo do presidente Lula, visando aumento da capacidade com menor impacto ambiental”, afirmou.
Fundada em 1955, a Companhia Brasileira de Alumínio atua de forma integrada, desde a mineração até o produto final, incluindo a etapa de reciclagem. A empresa declara gerar 100% da energia que consome a partir de fontes renováveis e atende segmentos como embalagens, transportes, automotivo, construção civil, energia e bens de consumo.
Listada na B3 sob o código CBAV3, a CBA integra o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) e afirma manter compromisso com a produção de alumínio de baixo carbono, a promoção da economia circular e o desenvolvimento sustentável e inclusivo no país. Em 2024, a companhia registrou receita líquida de R$ 8,2 bilhões e Ebitda ajustado de R$ 1,4 bilhão, segundo dados divulgados pela própria empresa.


