Warner marca assembleia para votar fusão com Netflix em março
Companhia reabre diálogo com Paramount por sete dias, mas mantém recomendação favorável ao acordo com a Netflix
247 - A Warner Bros. Discovery anunciou que realizará na quinta-feira, 20 de março, uma assembleia especial de acionistas para deliberar sobre a fusão com a Netflix. O conselho de administração reiterou, de forma unânime, a recomendação para que os investidores aprovem a operação já negociada entre as duas companhias.
Ao mesmo tempo, a empresa decidiu reabrir, por um período de sete dias, as conversas com a Paramount Skydance para avaliar a possibilidade de uma proposta concorrente. A retomada do diálogo foi viabilizada após a Netflix conceder uma autorização temporária, válida até domingo (23 de fevereiro), permitindo que a Warner solicite esclarecimentos e peça à Paramount uma oferta considerada “final e definitiva”. Ainda assim, a Netflix mantém o direito contratual de igualar ou superar qualquer proposta alternativa.
Apesar da nova rodada de contatos, o conselho da Warner reafirmou que orienta os acionistas a rejeitar a proposta atualmente apresentada pela Paramount e a votar a favor da fusão com a Netflix. Segundo a companhia, o acordo já firmado oferece maior previsibilidade regulatória, risco financeiro reduzido e praticamente nenhuma incerteza quanto ao financiamento.
Um representante sênior da Paramount indicou, de maneira informal, a possibilidade de pagar US$ 31 por ação, sinalizando que esse valor não seria definitivo. A Warner, no entanto, ressaltou que esse preço e outros compromissos mencionados em carta enviada na segunda-feira (10 de fevereiro) não constam formalmente da minuta de acordo apresentada pela rival.
Em correspondência encaminhada à Paramount, a empresa solicitou o envio de uma proposta vinculante, com termos claros sobre a estrutura de financiamento da operação. Também pediu garantias de aporte de capital próprio caso o financiamento via dívida não esteja disponível, além de maior segurança quanto às condições para a conclusão do negócio. Outro ponto levantado envolve ajustes em cláusulas que poderiam restringir a gestão da companhia no intervalo entre a assinatura e o fechamento da transação.
O CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, afirmou que o foco permanece em “maximizar valor e certeza” para os acionistas. Já o presidente do Conselho, Samuel Di Piazza Jr., reiterou que a fusão com a Netflix abre um caminho mais definido para a separação das operações de streaming e estúdios do negócio de canais lineares globais, estratégia previamente anunciada pela empresa.
A Warner destacou ainda que não há garantia de que as conversas com a Paramount resultarão em uma proposta superior à transação já acordada com a Netflix.


