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Fachin convoca ministros do STF e apresenta relatório da PF que cita Toffoli

Presidente do STF reúne Corte após documento sobre celular de Daniel Vorcaro citar Dias Toffoli no caso que investiga fraudes no Banco Master

Ministro Edson Fachin, 11 de fevereiro de 2026 (Foto: Flickr/Victor Piemonte/STF)

247 - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, convocou nesta quinta-feira (12) uma reunião com os demais integrantes da Corte para apresentar o relatório da Polícia Federal (PF) sobre dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As informações foram divulgadas pelo G1. O documento menciona o nome do ministro Dias Toffoli.

No encontro, Fachin também deve comunicar aos colegas o teor da resposta enviada por Toffoli, relator do caso Master, a respeito das informações reunidas pela PF. Segundo o Supremo, o relatório já foi encaminhado pelo presidente da Corte à Procuradoria-Geral da República (PGR) para manifestação.

O celular de Vorcaro foi apreendido na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro. O relatório foi entregue a Fachin na segunda-feira (9) pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e contém menções a Toffoli.

Após a divulgação do conteúdo, o gabinete do ministro divulgou nota classificando as referências a seu nome como “ilações” e afirmando que não há motivo para alegação de suspeição no caso — situação que, se reconhecida, implicaria seu afastamento da relatoria.

Em nova manifestação pública nesta quinta-feira, Toffoli admitiu ser sócio da empresa Maridt, que vendeu o resort Tayayá, no Paraná, a fundos ligados ao Master. No mesmo comunicado, negou amizade com Daniel Vorcaro e afirmou que não recebeu pagamentos do empresário. Interlocutores relataram que, na resposta a Fachin, o ministro sustentou não ver conflito de interesses.

Também nesta quinta, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou representação na PGR para que o órgão peça ao STF a declaração de suspeição de Toffoli e seu afastamento imediato da relatoria do inquérito que apura fraudes bilionárias no Banco Master.

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