Luis Miranda diz que “vários do Centrão falaram que estão preparados para abandonar o barco”

Deputado que denunciou, junto com o irmão, o escândalo de corrupção na Covaxin, afirma ter recebido mensagens de apoio de parlamentares da base do governo Bolsonaro

Luis Miranda em depoimento à CPI da Covid
Luis Miranda em depoimento à CPI da Covid (Foto: Pedro França/Agência Senado)
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247 - O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) afirmou neste sábado (26), um dia após ter denunciado na CPI da Covid, junto com seu irmão, o escândalo de corrupção na compra da vacina Covaxin, que recebeu mensagens de apoio de parlamentares da base do governo após seu depoimento.

Questionado, em entrevista ao Antagonista, se esses políticos poderiam abandonar o barco de Jair Bolsonaro, Miranda respondeu: “Com clareza”.

“Vários do Centrão falaram que estão preparados para abandonar o barco […]. Eles sabem que estou falando a verdade. Essa história do Ministério da Saúde entre os parlamentares é de largo conhecimento”, declarou, sem citar os nomes de quem seriam esses parlamentares.

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Beneficiário: Ricardo Barros

Durante seu depoimento no Senado, Luis Miranda contou mais de uma vez que Jair Bolsonaro disse a ele, num encontro pessoalmente no Palácio da Alvorada, que o esquema de corrupção na Covaxin era “coisa de fulano”, referindo-se a um deputado, que ele insistiu não se lembrar do nome.

Após mais de sete horas de sessão, o parlamentar acabou admitindo que este deputado era Ricardo Barros, líder do governo Bolsonaro na Câmara. Seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda e é o autor de fato da denúncia, revelou que uma servidora passou por cima dele para autorizar a compra da vacina indiana. Esta servidora, Regina Célia Silva Oliveira, teria sido indicada por Barros para um cargo no Ministério.

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Bolsonaro admite ter recebido denúncia e ataca CPI

Em live nas redes sociais, Jair Bolsonaro admitiu ter recebido a denúncia de corrupção do deputado de sua base e atacou o parlamentar com ameaças: “vai se dar mal”. Neste sábado (26), durante motociata em Chapecó (SC), ele atacou a CPI e disse que “não vão ganhar no tapetão”. "Temos uma CPI de 7 pilantras, que não querem investigar quem recebeu o dinheiro, apenas quem mandou o dinheiro", disse.

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