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Lula diz que Bachelet tem as credenciais para ser a primeira latino-americana a comandar a ONU

Presidente brasileiro reafirma apoio à ex-presidente chilena para liderar as Nações Unidas a partir de 2027

Lula diz que Bachelet tem as credenciais para ser a primeira latino-americana a comandar a ONU (Foto: Ricardo Stuckert)
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247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta segunda-feira (11), no Palácio do Planalto, a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet, candidata ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo a Agência Brasil, Lula reafirmou apoio à candidatura de Bachelet para chefiar a ONU, organização que jamais foi liderada por uma mulher desde sua criação.

Em publicação nas redes sociais, o presidente destacou a trajetória da ex-presidente chilena e sua experiência internacional. "Sua experiência como chefe de Estado e profunda conhecedora da ONU a credencia a ser a primeira mulher latino-americana a liderar a organização", afirmou Lula.

Durante o encontro, Lula e Bachelet discutiram o cenário internacional, a necessidade de reformulação da ONU e o fortalecimento do multilateralismo. O tema é considerado central diante do agravamento de conflitos, disputas geopolíticas e desafios globais que exigem maior capacidade de articulação entre os países.

Atualmente, a ONU é comandada pelo português António Guterres, reeleito em 2021 para um segundo mandato de cinco anos, entre 2022 e 2026. O próximo secretário-geral assumirá o cargo em 1º de janeiro de 2027, mas as articulações diplomáticas para a sucessão já estão em curso.

A candidatura de Michelle Bachelet foi apresentada no início de fevereiro pelos governos do Chile, do Brasil e do México. No entanto, no fim de março, após a troca de comando na presidência chilena e a chegada do conservador José Antônio Kast, o Chile retirou o apoio à ex-presidente. Brasil e México, porém, mantêm a aposta política e diplomática na líder chilena.

Pelo princípio de rotatividade regional adotado informalmente nas Nações Unidas, países latino-americanos defendem que o próximo secretário-geral seja oriundo da América Latina e do Caribe. A avaliação é de que a região nunca ocupou o posto máximo da organização e deveria assumir protagonismo no próximo ciclo da entidade.

O secretário-geral da ONU exerce papel estratégico na diplomacia internacional. Entre suas atribuições estão representar o organismo em reuniões com líderes mundiais, coordenar o sistema das Nações Unidas e atuar na prevenção e mediação de conflitos internacionais, além da defesa da paz mundial.

Michelle Bachelet, de 74 anos, possui ampla trajetória política e internacional. Ela governou o Chile em dois mandatos, entre 2006 e 2010 e depois entre 2014 e 2018. Antes disso, ocupou os cargos de ministra da Defesa e ministra da Saúde.

Ligada ao campo da centro-esquerda, Bachelet foi uma das principais lideranças políticas contra a ditadura chilena, que governou o país entre 1973 e 1990. No cenário internacional, comandou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos e também liderou a ONU Mulheres, consolidando uma trajetória ligada à defesa dos direitos humanos, da igualdade de gênero e do fortalecimento do multilateralismo.

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