EUA aceleram pesquisas e acesso experimental a psicodélicos
Ordem executiva prioriza estudos e análise regulatória de terapias inovadoras para tratar transtornos mentais graves
247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou neste sábado (18) uma ordem executiva que acelera pesquisas, análises regulatórias e o acesso experimental a substâncias psicodélicas no país. A medida busca ampliar opções terapêuticas para transtornos mentais graves e de difícil tratamento, ao agilizar processos ligados ao desenvolvimento desses medicamentos. Os relatos foram publicados no Portal G1.
Duas entidades implementarão uma alternativa para que pacientes acessem psicodélicos investigacionais no âmbito da lei conhecida como 'Right to Try' (direito de tentar, em tradução livre): a Food and Drug Administration (FDA) - Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos - e a Drug Enforcement Administration (DEA) - Agência de Repressão às Drogas dos EUA.
As informações constam no texto oficial da medida, que trata de compostos como a ibogaína e foi direcionada a produtos que já receberam a classificação de “terapia inovadora” pela Food and Drug Administration (FDA), a agência reguladora americana. A iniciativa pretende dar mais rapidez às etapas científicas e administrativas para avaliar o uso dessas substâncias.
Medida amplia acesso a estudos clínicos
A ordem executiva não autoriza o uso amplo de drogas psicodélicas nem aprova automaticamente novos medicamentos. O governo federal opta por acelerar etapas regulatórias e ampliar a participação de pacientes em ensaios clínicos, o que pode facilitar o avanço de pesquisas na área.
Entre as ações previstas, estão a priorização na análise de determinados produtos, o compartilhamento de dados entre órgãos federais e a antecipação da avaliação de substâncias que concluírem com sucesso a fase 3 dos estudos clínicos. Esse estágio representa um dos principais requisitos antes da aprovação final pela FDA.
Foco em doenças psiquiátricas graves
A medida beneficia principalmente pacientes com quadros psiquiátricos considerados resistentes aos tratamentos tradicionais, como depressão maior e transtornos relacionados ao uso de substâncias. O objetivo é acelerar o acesso a terapias experimentais que possam oferecer novas alternativas clínicas.
O governo norte-americano também pretende avaliar a possível reclassificação de substâncias que demonstrarem eficácia e segurança ao longo das pesquisas. Essa etapa depende da conclusão dos estudos e da posterior aprovação regulatória.
Processo mantém critérios científicos rigorosos
Apesar da flexibilização de prazos e da ampliação de acesso a pesquisas, a decisão mantém exigências técnicas e científicas. Os medicamentos psicodélicos seguem submetidos a avaliações rigorosas antes de qualquer liberação para uso clínico amplo.
A ordem executiva indica uma mudança de estratégia ao priorizar inovação terapêutica na área de saúde mental, ao mesmo tempo em que preserva o controle regulatório sobre substâncias classificadas como sensíveis no sistema de saúde dos Estados Unidos.


