Deputado do PL diz que saída de Marina facilita exploração da Margem Equatorial
Joaquim Passarinho afirma que exploração na Margem Equatorial é oportunidade econômica única para o Norte do país
247 — O deputado federal Joaquim Passarinho (PL-PA) defendeu, na quarta-feira (11), o avanço do processo de autorização para a exploração de petróleo na Margem Equatorial e avaliou que uma eventual saída da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, do governo abriria uma janela de oportunidade para o tema. Segundo o parlamentar, a ministra vinha atuando como um entrave à exploração e, sem sua presença, a ala do governo favorável ao projeto — liderada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira — poderia avançar na agenda.
"Temos uma grande chance, com a saída da Marina para disputar a eleição em São Paulo, de avançar", disse Passarinho na Câmara. "O ministro (de Minas e Energia, Alexandre) Silveira sempre disse que é a favor e o próprio presidente disse em Macapá que é a favor, espero que não tenha sido apenas uma retórica, e que seja verdade isso. A presença de Marina ainda tem uma grande força, infelizmente, nessa área", lamentou, após liderar sessão da Comissão de Minas e Energia, da qual é presidente.
De acordo com Passarinho, a exploração na Margem Equatorial é necessária para impulsionar o desenvolvimento econômico e ampliar a geração de renda na região Norte do país. "Não vamos diminuir desigualdades se não trouxermos oportunidades, e é uma oportunidade que está se colocando, com os países da região, como Suriname e Guiana, alcançando os maiores PIB per capita do mundo por anos consecutivos", afirmou o deputado, ao defender que a exploração deve ocorrer com segurança e uso de tecnologia.
"Não é possível que não tenha e precisamos pelo menos começar a pesquisar para vermos se tem viscosidade, se tem pressão, que deve ter, e, com toda tecnologia e segurança, podemos ter uma mola de propulsão na nossa região", acrescentou.
Mais cedo, a Folha de São Paulo informou que Marina é cotada para integrar o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo e que a ministra deverá deixar o comando do Ministério do Meio Ambiente para disputar uma vaga no Senado pelo estado, assim como a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.


