Marinha brasileira quer investir R$ 250 bilhões após intervenção dos EUA na Venezuela
O pacote de investimentos prevê atualização e ampliação da capacidade operacional da Marinha
247 - A Marinha do Brasil apresentou ao Palácio do Planalto um amplo projeto de renovação de frota estimado em mais de R$ 250 bilhões até 2040, e agora aguarda uma resposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, que detalha os próximos passos da estratégia naval brasileira diante de desafios geopolíticos crescentes.
A proposta foi entregue à Presidência da República no dia 15 de janeiro, logo após uma ação militar dos Estados Unidos em Caracas, na Venezuela, em que Nicolás Maduro foi sequestrado por forças estadunidenses. O pacote de investimentos prevê atualização e ampliação da capacidade operacional da Marinha.
No centro do plano está a conclusão do submarino nuclear Álvaro Alberto. A entrega está prevista para 2033. A embarcação integra o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), considerado peça-chave na defesa estratégica do país.
Além do submarino com propulsão nuclear, a proposta inclui a construção de outras quatro unidades da classe Riachuelo, destinadas a incrementar a presença brasileira nas rotas marítimas. O plano também prevê a aquisição de três navios anfíbios, 20 navios-patrulha de 500 toneladas e dez navios-patrulha oceânicos, com foco na vigilância e proteção de áreas marítimas relevantes.
Entre os fatores que motivam a apresentação do plano está a importância estratégica da Margem Equatorial, uma vasta área marítima entre o Amapá e o Rio Grande do Norte com cerca de 360 mil km² e potencial estimado de até 30 bilhões de barris de petróleo. A região vem ganhando destaque em debates sobre soberania e segurança energética nacional.
Com a proposta ainda em análise pela Presidência, a Marinha enfatiza a necessidade de investimentos robustos para reforçar a presença naval e responder a cenários de instabilidade geopolítica. A expectativa do setor é que a modernização da frota contribua para ampliar a atuação brasileira em defesa nacional e projeção de poder no Atlântico Sul.


