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Entenda o caminho da tramitação no Congresso do projeto sobre o fim da escala 6x1

Câmara e Senado precisarão votar a proposta em dois turnos

Câmara dos Deputados e um ato no Brasil contra a jornada 6x1 (Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados I Agência Brasil)
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247 - Relator da PEC sobre o fim da escala 6x1 no Brasil, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) deve apresentar a proposta à comissão especial da Câmara dos Deputados responsável por analisar o tema. As informações foram publicadas nesta segunda-feira (25) pelo Metrópoles.

A comissão especial é uma etapa intermediária da análise do projeto. Nessa etapa, um grupo menor de parlamentares avalia o mérito da proposta antes que o texto seja enviado ao plenário da Câmara, caso seja aprovado.

Para ser aprovada, a PEC precisa de ao menos 308 votos favoráveis entre os 513 deputados. A votação tem de ocorrer em dois turnos. Somente depois de superar essas etapas na Câmara, o texto poderá seguir para análise do Senado Federal.

Entenda a proposta

O fim da escala 6x1 avança no Congresso com uma proposta que prevê transição de 14 meses, jornada de 40 horas semanais e dois dias de descanso semanal, sem redução salarial.

A expectativa é que o texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) comece a tramitar ainda nesta semana, após o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), definir nesta segunda-feira (25) o prazo de transição para a mudança no regime de trabalho.

Pelo formato definido, a jornada semanal de trabalho cairia de 44 para 40 horas dentro de um prazo de 14 meses. Nesse período, também seria estabelecida a escala 5x2, com cinco dias de trabalho e dois dias de descanso.

A proposta prevê que os efeitos sejam percebidos pelos trabalhadores ainda neste ano. O texto também estabelece que a redução da jornada não poderá resultar em diminuição salarial, ponto considerado central na negociação política em torno da PEC.

Governo cobra rapidez no Senado

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, pediu que o Senado dê rapidez à tramitação caso a PEC seja aprovada pelos deputados. Ele dirigiu o apelo ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil).

“Nós temos um apelo ao Senado e ao presidente Alcolumbre, que aprovado aqui [o texto da PEC], que deem a mesma celeridade ao processo [no Senado Federal]”, afirmou Marinho.

Hugo Motta deve negociar com Alcolumbre

Hugo Motta deve assumir a articulação política com o Senado para tentar destravar a tramitação da proposta na Casa Alta. A negociação com Alcolumbre será considerada decisiva para definir o ritmo de análise do texto pelos senadores.

Sem o aval do presidente do Senado, a proposta pode ficar sem previsão de votação. Caso a articulação avance, a PEC deverá passar principalmente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de chegar ao plenário.

Senado também exige dois turnos

No Senado, a proposta também precisará ser aprovada por 3/5 dos parlamentares, em dois turnos de votação. Essa exigência é própria das propostas de emenda à Constituição e torna a tramitação mais complexa do que a de projetos de lei ordinários.

Se for aprovada pelos senadores, a PEC será promulgada pelo Congresso Nacional. Por se tratar de uma emenda constitucional, a medida não depende de sanção presidencial.

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