HOME > Brasília

Guimarães repudia o ‘viralatismo profundo de quem enganou o povo brasileiro’

Ministro da SRI acusa bolsonaristas de “viralatismo profundo” e diz que defesa do Zelle expõe submissão a interesses estrangeiros

José Guimarães (Foto: Pedro Reis/SRI)
Selo Fonte Preferida no Google do Brasil 247

247 – O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, repudiou a defesa de setores bolsonaristas por uma troca do Pix pelo Zelle e criticou o tarifaço de 25% que os Estados Unidos querem aplicar sobre parte dos produtos brasileiros em razão de condenações em inquéritos sobre tentativa de golpe.

"Falar em trocar o Pix, que é muito melhor, pelo Zelle, só porque é dos Estados Unidos, revela um viralatismo profundo. E isso vem da boca de quem enganou parte do nosso povo dizendo ser patriota. Agora se vê que eram só vendilhões da Pátria", escreveu Guimarães.

A fala do ministro ocorre em meio à escalada de críticas do governo brasileiro e de parlamentares aliados ao presidente Lula contra a ofensiva comercial dos EUA. O Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central, entrou no centro da disputa após Washington mencioná-lo entre os pontos usados para embasar a pressão econômica.

Na avaliação de Guimarães, a defesa de uma solução estrangeira em lugar do Pix expressa submissão política e econômica. O ministro associou essa posição a grupos que se apresentavam como patriotas, mas agora, segundo ele, atuam contra interesses nacionais.

A tarifa de 25% defendida pelos Estados Unidos vale para parte dos produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano. A medida aparece no contexto das condenações de políticos bolsonaristas em apurações sobre tentativa de golpe e amplia a tensão entre Brasília e Washington.

Mesmo com a ameaça tarifária, uma lista de produtos ficou isenta do imposto de importação. Entre os itens fora da cobrança estão produtos agropecuários, como carne bovina, café e frutas tropicais, além de petróleo, minérios, terras raras, aviões, fertilizantes e produtos farmacêuticos.

A relação de produtos isentos inclui carnes frescas, resfriadas ou congeladas, além de miúdos, como fígado e língua. Também entram na lista café de todos os tipos, chás, mate e especiarias, como cravo e noz-moscada.

O documento também contempla aeronaves civis e peças, componentes, conjuntos e partes usadas no setor. Helicópteros pequenos e grandes, além de drones, também aparecem entre os produtos preservados da cobrança.

Castanhas, como a do Brasil e a de caju, além de frutas como banana, abacaxi e manga, também ficaram fora da tarifa. A isenção abrange ainda laranja e suco de laranja.

Produtos farmacêuticos e químicos, como vacinas, antibióticos e vitaminas, constam da lista. O mesmo vale para eletrônicos especiais, como computadores portáteis, dispositivos de armazenamento e processadores.

A relação também inclui minérios e combustíveis, como cobre, alumínio, minério de ferro, óleos de petróleo bruto e derivados. A disputa comercial, que ganhou força com a menção ao Pix, segue como mais um ponto de atrito entre o governo brasileiro e os EUA.

Artigos Relacionados