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Lindbergh defende Pix, diz que “Lula reafirma o papel do Brasil no mundo” e repudia “foto da traição”

Deputado do PT relaciona encontro de Eduardo e Flávio Bolsonaro com Donald Trump à ofensiva contra o Pix e à ameaça de tarifa de 25%. Vídeo

Lindbergh Farias, Donald Trump, Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados I Reprodução/Redes Sociais/Donald Trump)
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247 – O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) destacou nesta quarta-feira (3) a importância da política externa liderada pelo presidente Lula (PT) na defesa do Pix contra as agressões comerciais dos Estados Unidos, que defendem uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados para o território estadunidense, em razão de condenações anunciadas pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro em investigações sobre ações golpistas.

Em postagem na rede social X, o parlamentar repudiou o que chamou de "foto da traição". O petista fez referência à imagem publicada pelo presidente estadunidense, Donald Trump, em suas redes sociais. O chefe da Casa Branca apareceu ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do jornalista Paulo Figueiredo.

"Não vamos baixar a cabeça. Enquanto tem gente torcendo contra o Brasil lá fora, Lula reafirma o papel do país no mundo: defender a democracia, fortalecer as instituições e lutar por uma ordem internacional mais justa e representativa", afirmou Lindbergh. "Foto da traição: Flávio Bolsonaro vendeu o Pix para Trump", acrescentou.

O deputado também destacou a coincidência entre a ameaça tarifária anunciada por Donald Trump e a divulgação da imagem com os aliados de Bolsonaro. Na avaliação de Lindbergh, o gesto político ocorre no mesmo contexto em que Washington pressiona o Brasil e mira uma ferramenta pública, gratuita e criada no país.

Conforme o parlamentar, Donald Trump "ameaça o Brasil com tarifa de 25% e ataca o Pix" no mesmo dia em que publica a foto com Flávio Bolsonaro. "Coincidência? Flávio foi aos EUA pedir apoio político e, logo depois, veio uma ofensiva contra a soberania e a economia nacional", complementou.

Lindbergh afirmou que setores ligados ao bolsonarismo atuam contra os interesses nacionais ao apoiar pressões externas sobre o sistema financeiro brasileiro. O Pix, lançado como uma tecnologia pública e gratuita, transformou a rotina de pagamentos no país e passou a ocupar papel central nas transações de pessoas físicas, empresas e serviços.

Segundo o deputado, "os vendilhões da pátria querem entregar o Pix aos interesses estrangeiros". "Uma tecnologia brasileira, pública e gratuita, que incomoda empresas estadunidenses como Visa e Mastercard, que lucram com taxas, juros e o endividamento do povo", continuou.

A crítica do petista também alcança os efeitos econômicos da possível tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Lindbergh argumenta que a medida pode prejudicar empresas, trabalhadores e empregos no Brasil, ao mesmo tempo que fortalece interesses comerciais estrangeiros.

"O resultado dessa traição é a ameaça de tarifas contra produtos brasileiros, prejudicando nossas empresas, empregos e trabalhadores. Eles escolheram ficar do lado de Trump. Nós seguiremos do lado do povo brasileiro. O Pix é nosso! O Brasil não está à venda! O Brasil é dos brasileiros!", declarou.

Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo

Em 22 de setembro do ano passado, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra Eduardo Bolsonaro e contra o blogueiro bolsonarista Paulo Renato Figueiredo Filho, além de pedir a condenação de ambos.

Segundo comunicado da PGR, os dois foram citados por coação em processo judicial. Ambos foram acusados de estimular sanções contra o Brasil em decorrência do inquérito da trama golpista, que resultou na condenação de Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos de prisão. Foram 29 condenações no julgamento conduzido pelo STF.

Atualmente, Eduardo mora nos EUA. Seu irmão Flávio Bolsonaro viajou para Washington no último dia 25 e retornou no dia 28. O senador foi tentar apoio do governo Trump com o objetivo de estimular sanções contra o Brasil.


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