PF prende foragido condenado pelos atos golpistas
A informação foi divulgada pela própria Polícia Federal, que destacou a atuação conjunta com autoridades do Paraguai para localizar e capturar o foragido
247 - A Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira (3), um homem condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A informação foi divulgada pela própria PF, que destacou a atuação conjunta com autoridades do Paraguai para localizar e capturar o foragido.
Segundo a Polícia Federal, a prisão ocorreu na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR), após o homem ser entregue às autoridades brasileiras por agentes paraguaios. A identificação e a localização do condenado foram possíveis a partir do compartilhamento de informações de inteligência entre os dois países, que apontavam o paradeiro do foragido na região de fronteira.
Após a detenção, o preso foi submetido a exame de corpo de delito e, em seguida, colocado à disposição da Justiça para o cumprimento da pena imposta pelo Supremo Tribunal Federal. A PF não divulgou detalhes adicionais sobre o tempo de condenação nem sobre os crimes específicos atribuídos ao homem, limitando-se a confirmar sua vinculação aos eventos de 8 de janeiro.
Números
De acordo com dados divulgados pelo STF em 8 de janeiro de 2026, a Primeira Turma da Corte já condenou 1.399 pessoas acusadas de participação nos atos que buscaram abalar a democracia brasileira e o funcionamento das instituições. As condenações fazem parte do conjunto de ações penais julgadas no âmbito das investigações sobre a tentativa de ruptura institucional.
O balanço do Supremo indica que, desse total, 179 pessoas permanecem presas. Entre elas, 114 cumprem pena em regime fechado após o trânsito em julgado das condenações, enquanto outras 50 estão em prisão domiciliar. Além disso, há 15 prisões preventivas em vigor, incluindo a de Felipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro.
As ações de captura de foragidos condenados pelos atos de 8 de janeiro seguem sendo tratadas como prioridade pelas forças de segurança, com cooperação internacional e monitoramento contínuo para garantir o cumprimento das decisões judiciais e a responsabilização dos envolvidos nos ataques às instituições democráticas.


