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Nikolas rebate críticas de padre sobre caminhada golpista: 'falta intelecto ou Bíblia'

O pároco Ferdinando Mancilio não adianta uma pessoa sem "nenhum projeto a favor do povo" realizar um ato somente com o objetivo de querer o poder

Nikolas Ferreira (Foto: Kayo Magalhães/Agência Câmara)

247 - O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rebateu nesta segunda-feira (2) as declarações feitas pelo padre Ferdinando Mancilio, da Igreja do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, sobre a realização da caminhada até Brasília (DF) e a defesa do porte de armas. 

Em um vídeo gravado em uma missa ocorrida no domingo passado (25), o religioso afirmou que não adianta uma pessoa sem "nenhum projeto a favor do povo" realizar um ato que, de acordo com o pároco, tem apenas o objetivo de querer o poder. 

O parlamentar bolsonarista disse que "falta intelecto ou Bíblia" para justificar o posicionamento do padre. “Falta intelecto ou Bíblia. A arma não é o mal, o mal é quem utiliza. Ou você não lembra quando Caim matou Abel (passagem bíblica) com uma .40? Ou quando Davi matou Golias com uma metralhadora?”. 

De acordo com o deputado, as armas podem fazer o bem "da mesma forma que fazem o mal", assim como qualquer outro objeto, e é capaz de "proteger inocentes". “Ou você acredita que quem defende o Papa e seus seguranças utilizam a Bíblia? Claro que não — disse Nikolas. — Eles se indignam com um deputado caminhando de forma ordeira e pacífica, mas eu nunca vi essas mesmas pessoas que dizem que estamos politizando a fé, falar do crime organizado no país, e dizer sobre as armas que matam inocentes nas mãos de criminosos”.

Entenda

A manifestação organizada pelo deputado bolsonarista, que terminou no último final de semana, reuniu apoiadores e aliados do deputado ao longo de um trajeto de aproximadamente 200 quilômetros, que liga Paracatu, em Minas Gerais, à capital federal

A mobilização tem caráter político e reúne manifestantes que defendem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras pessoas condenadas por participação em ações golpistas. Bolsonaro foi sentenciado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos de prisão no âmbito do inquérito que apurou a chamada trama golpista, recebendo a pena mais elevada entre as 29 condenações resultantes desse processo.

Os atos investigados pelo STF incluem os ataques de 8 de janeiro de 2023, quando sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram depredadas. Essas ações integraram uma apuração mais ampla conduzida pela Corte sobre a tentativa de ruptura institucional. No julgamento específico relacionado às manifestações daquele dia, o STF condenou 1.399 pessoas por envolvimento nos atos.

Conforme números divulgados em 8 de janeiro deste ano, 179 pessoas permanecem presas em decorrência dessas condenações. Desse total, 114 cumprem pena em regime fechado, enquanto outras 50 estão em prisão domiciliar. Também existem 15 prisões preventivas em vigor, entre elas a de Felipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro.

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