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Polícia Federal analisa denúncia contra relator da CPMI do INSS

Polícia Federal avalia acusação de estupro de vulnerável contra Alfredo Gaspar e verifica possibilidade de abrir inquérito

Alfredo Gaspar (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

247 - A Polícia Federal iniciou a análise de uma denúncia apresentada contra o relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relacionada a um suposto caso de estupro de vulnerável. A acusação foi protocolada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e já foi encaminhada para avaliação interna da corporação, segundo Igor Gadelha, do Metrópoles.

O caso está sob análise da corregedoria da PF, responsável por avaliar se há competência legal para a investigação e se existem elementos suficientes para a abertura de um inquérito. Até o momento, não há procedimento investigativo formal instaurado.

Denúncia é enviada à corregedoria da PF

A iniciativa de levar o caso à Polícia Federal foi tornada pública por Lindbergh Farias na sexta-feira (27), durante a última sessão da CPMI do INSS. Na ocasião, o parlamentar afirmou ter apresentado uma notícia-crime contra o relator da comissão.

A corregedoria da PF examina, neste momento, aspectos técnicos da denúncia, incluindo a possibilidade de atuação da corporação no caso. Também está em análise a consistência das informações apresentadas para eventual abertura de investigação.

Acusação envolve suposto caso com menor

Segundo a denúncia, Alfredo Gaspar teria mantido uma relação sexual com uma adolescente de 14 anos à época dos fatos. Ainda conforme a acusação, dessa relação teria nascido uma criança, que não teria sido reconhecida pelo deputado.

Lindbergh afirmou possuir supostos registros de conversas entre Gaspar e familiares da jovem. De acordo com o parlamentar, esses conteúdos indicariam que um parente da garota teria feito chantagens ao relator da CPMI.

Versões divergentes sobre o episódio

Alfredo Gaspar nega as acusações e apresentou uma versão distinta para o caso. O deputado afirmou que a criança mencionada na denúncia seria fruto de um relacionamento envolvendo um primo seu, também menor de idade, com outra adolescente.

Integrantes do PT, por sua vez, contestam essa versão e sustentam que o episódio citado pelo relator não corresponde ao caso apresentado na denúncia.

A Polícia Federal segue analisando o material encaminhado e ainda não definiu se abrirá um inquérito para aprofundar as investigações.

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