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Protocolo firmado por PF e PRF fortalece atuação integrada no combate ao crime organizado

Acordo assinado em Brasília formaliza o retorno da PRF às FICCOs e estabelece segurança jurídica para ações conjuntas

Acordo entre PF e PRF foi assinado nesta quinta-feira, 29 de janeiro de 2026 (Foto: Divulgação/Polícia Federal )

247 - A Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) assinaram, nesta quinta-feira (29), um protocolo de intenções que formaliza a reintegração da PRF às Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs). Segundo informações divulgadas pela PF, o documento estabelece segurança jurídica para a atuação conjunta dos policiais e busca ampliar a cooperação operacional entre as duas forças.

A medida tem como objetivo fortalecer o enfrentamento ao crime organizado por meio do compartilhamento de informações e da coordenação de ações. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, afirmou que a cooperação entre PF e PRF já ocorre na prática em diversas operações, mas destacou que a formalização tende a ampliar os resultados. Para ele, o enfrentamento ao crime organizado exige integração permanente entre as forças de segurança.

Integração entre forças de segurança

Rodrigues declarou que a padronização das atuações dentro das atribuições constitucionais de cada órgão e o intercâmbio de dados são essenciais. "O crime organizado tomou grandes dimensões, e é impensável enfrentar esse fenômeno de forma isolada", afirmou.

O diretor-geral da PF ressaltou ainda que a coordenação das FICCOs cabe à Polícia Federal, mas sem concentração de protagonismo. Segundo ele, trata-se de uma iniciativa de interesse nacional. "Sobretudo, é um projeto do país, que quer entregar melhores resultados para a sociedade, com todas as agências trabalhando juntas", disse.

Integração com forças estaduais é destacada como essencial

Rodrigues também destacou a relevância da integração com as forças de segurança estaduais e do Distrito Federal, incluindo as polícias civis. Ele afirmou que essas instituições desempenham papel central nos resultados obtidos pelas forças integradas.

Atualmente, as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado estão presentes nos 26 estados e no Distrito Federal, somando 34 unidades em funcionamento no país. De acordo com o diretor-geral da PF, os impactos dessas estruturas já são observados em diferentes regiões.

Como exemplo, Rodrigues citou relato do secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, sobre a atuação da FICCO em Parnaíba, no Piauí. Segundo ele, após a retomada das atividades da força integrada na região, houve redução de 75% nos índices de homicídio.

PRF contribui com capilaridade e experiência operacional nas rodovias

O diretor-geral da PRF, Fernando Souza, avaliou que a reintegração da corporação às FICCOs em âmbito nacional amplia a capacidade de atuação do Estado. Para ele, a presença da PRF contribui com capilaridade e experiência operacional nas rodovias federais.

"O retorno da PRF às FICCOs, agora em âmbito nacional, traz nossa capilaridade e experiência de pista para dentro de uma estratégia de inteligência integrada", afirmou Souza. Ele acrescentou que a união da expertise investigativa da PF com a atuação ostensiva da PRF busca impedir a circulação e o financiamento de organizações criminosas.

A cerimônia contou com a presença de dirigentes das duas instituições, entre eles o diretor-geral da PRF, Antônio Fernando Souza Oliveira, e o diretor-geral da PF, Andrei Augusto Passos Rodrigues, além de diretores das áreas de operações, inteligência e combate ao crime organizado.

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