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Rogério Correia defende afastamento de Jaques Wagner da liderança do governo

Deputado afirma que investigação deve ir até o fim, mas diz que caso Master tem origem no bolsonarismo e cobra CPMIs

Rogério Correia e Jaques Wagner (Foto: Agência Câmara I Agência Senado)
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247 - O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) defendeu que Jaques Wagner (PT-BA) se afaste da liderança do governo no Senado enquanto a Operação Compliance apura novas informações envolvendo o caso Banco Master.

Em postagem na rede social X, Correia afirmou que a investigação precisa avançar “doa a quem doer”, mas sustentou que os novos desdobramentos não alteram a origem política do escândalo envolvendo o Banco Master. O deputado afirmou que o presidente Lula sempre defendeu investigações completas e autonomia dos órgãos de apuração.

“O presidente Lula sempre disse: doa a quem doer, a investigação precisa ser feita até o fim! Com as novas informações reveladas pela Operação Compliance não seria diferente”, escreveu.

O deputado avaliou que Jaques Wagner, na condição de investigado, deve deixar temporariamente a liderança do governo para se dedicar à própria defesa, com a preservação da presunção de inocência.

“Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar a sua defesa, resguardada a presunção de inocência. A Polícia Federal está fazendo seu trabalho, e quem cometeu irregularidades deve responder por elas”, afirmou.

Correia mira origem do caso Banco Master

Apesar da cobrança sobre Wagner, Rogério Correia afirmou que o caso não pode ser desvinculado do que chamou de “BOLSOMASTER”. Para o parlamentar, a gênese do escândalo remonta ao período em que Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro ao Banco Central, autorizou o Banco Master a funcionar, em 2019.

“Mas é preciso dizer com clareza: essas novas informações não mudam a gênese do escândalo do Banco Master, que é o BOLSOMASTER!”, escreveu.

Correia também afirmou que, durante a gestão de Campos Neto, o Banco Central recebeu alertas e não agiu diante de sucessivas irregularidades. Segundo o deputado, essa omissão permitiu um rombo bilionário no crédito consignado de milhares de brasileiros.

O parlamentar ainda citou o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha e afirmou que ele tentou usar o BRB, banco público, para socorrer a instituição financeira de Daniel Vorcaro, em meio a sinais de fraude.

Galípolo e o governo Lula

Na postagem, Correia traçou contraste entre a atuação do Banco Central sob Campos Neto e a gestão de Gabriel Galípolo, já no governo do presidente Lula.

Segundo o deputado, o Banco Central liquidou o Banco Master no governo Lula, desmontou o esquema e abriu caminho para a investigação da corrupção.

“Mas foi com Galípolo, no governo do presidente Lula, que o banco foi liquidado, o esquema desmantelado e a corrupção está sendo investigada”, afirmou.

O parlamentar também associou o caso a nomes da direita e do bolsonarismo. Correia disse que o cunhado de Vorcaro, pastor Fabiano Zettel, foi o maior financiador das campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, com contribuição total de R$ 5 milhões.

Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro

Rogério Correia também citou Ciro Nogueira. Segundo o deputado, o senador recebeu pagamentos mensais de Vorcaro que somaram ao menos R$ 6 milhões entre 2024 e 2025, além de viagens de luxo.

Correia afirmou ainda que uma emenda escrita pelo próprio Banco Master buscava ampliar o limite do FGC.

O deputado também mirou Flávio Bolsonaro. Segundo Correia, o senador mentiu repetidas vezes sobre sua relação com Vorcaro, a quem chamava de "irmão". O parlamentar afirmou que Flávio só admitiu ter pedido R$ 134 milhões ao banqueiro para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro após o vazamento de mensagens.

De acordo com Correia, Flávio Bolsonaro já teria recebido R$ 61 milhões. O deputado também citou a compra de uma mansão de quase R$ 6 milhões no Lago Sul, com financiamento facilitado pelo BRB.

Eduardo Bolsonaro também entrou na postagem. Correia afirmou que o irmão de Flávio é investigado por receber recursos do mesmo fundo usado para bancar sua permanência nos Estados Unidos.

Correia compara Lula e Bolsonaro

Rogério Correia afirmou que a diferença entre Lula e Jair Bolsonaro está na relação com a PF (Polícia Federal). Segundo o deputado, Bolsonaro impedia investigações e chegou a trocar ministro da Justiça para proteger os filhos.

“A diferença é simples: Jair Bolsonaro proibia a PF de investigar e chegou a trocar ministro da Justiça para proteger os filhos das investigações. Lula nunca fez isso. Sempre defendemos a independência da Polícia Federal e que todos os culpados paguem pelos crimes que cometeram”, escreveu.

O parlamentar afirmou que a apuração precisa alcançar todos os responsáveis e defendeu punição para quem cometeu irregularidades.

Deputado cobra CPMIs

Correia também reforçou a cobrança pela instalação da CPMI do Banco Master e da CPMI do Dark Horse. Segundo ele, as comissões precisam esclarecer a trama desde a origem até os desdobramentos mais recentes.

“Seguimos cobrando a instalação da CPMI do Banco Master e da CPMI do Dark Horse, para que toda essa teia seja esclarecida desde sua origem até seus desdobramentos mais recentes, e nenhum nome fique protegido”, afirmou.

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