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Jaques Wagner diz que ex-sócio de Vorcaro intermediaria compra de apartamento e nega repasses do Master

Após ação da PF nesta quinta-feira, senador afirma não ter negócios com o Banco Master e rejeita suspeitas contra ele

Senador Jaques Wagner (PT-BA). (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
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247 - O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, negou nesta quinta-feira (18) ter recebido qualquer recurso do Banco Master. Em entrevista à BandNews TV, segundo a Folha de São Paulo, o parlamentar afirmou que não possui negócios com a instituição financeira e rejeitou suspeitas investigadas pela Polícia Federal.

As declarações foram dadas após a deflagração da nona fase da Operação Compliance Zero. A investigação foi ampliada a partir da análise de materiais apreendidos com o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

A Polícia Federal apura suspeitas de que o senador tenha recebido pagamentos relacionados ao Banco Master além de uma negociação imobiliária envolvendo um apartamento em Salvador. A nova etapa da operação resultou no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

As diligências ocorreram na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. Agentes realizaram buscas em endereços ligados a Wagner e a Augusto Lima, além de um hotel em Brasília onde o senador reside.

Wagner explica negociação de apartamento

Ao comentar o imóvel que está no centro das investigações, Wagner afirmou que a operação tinha como objetivo auxiliar sua filha na aquisição de um apartamento localizado no bairro do Horto Florestal, uma das áreas mais valorizadas de Salvador.

“Eu tinha interesse de dar, de ajudar a minha filha a comprar um apartamento desses. Como Guga, o Augusto Lima, é um investidor, eu disse a ele: ‘você pode comprar? Depois eu vou recomprar’. Porque o apartamento está em construção. E eu teria que vende o apartamento de minha filha para poder complementar o apartamento ou ela financiar”, declarou. O imóvel é avaliado em aproximadamente R$ 2,5 milhões.

O senador também negou qualquer transferência patrimonial relacionada ao Banco Master ou aos seus sócios. “Não tem nenhuma transferência de patrimônio para mim. Eu não tenho nenhum negócio com o Master ou Credcesta”, afirmou.

Segundo Wagner, sua relação com o banco limita-se ao contato com Augusto Lima. Ele afirmou ainda que encontrou Daniel Vorcaro apenas duas vezes, uma delas quando o Banco Master assumiu a operação do Credcesta.

Outro ponto abordado por Wagner foi o dinheiro apreendido pela Polícia Federal no imóvel onde mora em Brasília. Segundo ele, os valores têm origem em diárias recebidas durante viagens oficiais pelo Senado e em moedas estrangeiras adquiridas legalmente por meio do Banco do Brasil.

Além dos endereços ligados ao senador e a Augusto Lima, a operação também alcançou um imóvel em Salvador vinculado a Eduardo Sodré Martins, enteado de Wagner, e à esposa dele, Bonnie Bonilha. Até a publicação desta reportagem, a defesa dos dois não havia sido localizada.

Lula manifesta solidariedade ao senador

Durante a entrevista, Wagner revelou ter recebido uma ligação do presidente Lula após a operação policial. “Ele fez questão de me ligar, se solidarizar comigo”, disse. O senador também afirmou que não acredita em mudanças em sua posição como líder do governo no Senado, mas que a decisão compete ao presidente Lula.

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