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Governo não irá "botar nada para debaixo do tapete", diz Guimarães sobre ação da PF que teve Jaques Wagner como alvo

Ministro atribui origem do caso Master ao governo Bolsonaro e afirma que a PF tem autonomia e que as investigações devem avançar “doa a quem doer”

Ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães (Foto: Pedro Reis / SRI-PR)
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247 - O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães (PT-CE), saiu em defesa do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e afirmou que o Palácio do Planalto apoia integralmente o avanço das investigações sobre o caso Banco Master e que o governo não irá “botar nada para debaixo do tapete”. As informações são da CNN Brasil

Segundo o ministro, o governo federal acompanha com tranquilidade a Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF), e defende que todas as apurações sejam realizadas com autonomia e rigor.

"Recebemos com absoluta tranquilidade. O caso Master é do governo anterior. Não tem nada a ver com o nosso governo. O governo anterior é o grande responsável, e nós queremos que as investigações aconteçam com todo o rigor. A Polícia Federal tem autonomia para investigar, apurar tudo. Queremos que as apurações sejam feitas, doa a quem doer", disse Guimarães durante uma agenda em Sergipe nesta quinta-feira (17). 

Defesa de Jaques Wagner

Ao comentar a situação de Jaques Wagner, um dos alvos da operação da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF nesta quinta-feira, Guimarães evitou discutir uma eventual substituição do senador na liderança do governo no Senado. Segundo ele, essa é uma decisão que cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O ministro, entretanto, reafirmou sua confiança no parlamentar e garantiu que ele terá a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos. "Com relação ao nosso senador Jaques Wagner, que é um companheiro em quem eu tenho a maior confiança, ele terá todo direito e a nossa proteção para ele se explicar e dar a versão dele sobre esse fato. O Banco Master, esse escândalo financeiro que aconteceu no país, tem DNA do governo anterior, da turma do Bolsonaro", afirmou.

Governo nega favorecimento ao banco

Guimarães também rejeitou qualquer ligação entre o governo federal e eventuais interesses do Banco Master em projetos que tramitaram no Congresso Nacional. Segundo ele, caso tenham ocorrido facilidades durante a tramitação de matérias legislativas, elas não partiram de orientação do Executivo.

"O governo não tem nada a ver com projetos que tramitaram ou na Câmara ou no Senado. Se eventuais facilidades foram feitas, não foram orientação do nosso governo. Nosso governo tem uma orientação clara: apura-se tudo, doa a quem doer", disse.

Agenda do Congresso segue mantida

O ministro afirmou ainda que a investigação não altera as prioridades do governo no Congresso Nacional. De acordo com Guimarães, o foco permanece na aprovação de propostas consideradas estratégicas para o país.

Entre elas estão a proposta de fim da escala 6x1, a PEC da Segurança Pública e o projeto de lei relacionado à exploração de terras raras e minerais críticos. "Nada vai atrapalhar o nosso caminho de votar as matérias de interesse no Brasil e fazer as entregas até o dia 3 de julho", declarou.

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