Salles diz que Eduardo negociou vaga por R$ 60 milhões
Declarações de Salles ampliam crise entre bolsonaristas, PL e aliados de Tarcísio
247 - O ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles acusou Eduardo Bolsonaro de ter negociado uma vaga ao Senado por R$ 60 milhões, em um episódio que amplia a crise entre bolsonaristas, PL e aliados do governador Tarcísio de Freitas em São Paulo.
Salles afirmou em entrevista a um podcast que Eduardo Bolsonaro teria “vendido” a vaga de senador por São Paulo ao Centrão, em uma articulação feita à revelia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi apresentada como parte de um conjunto de críticas do ex-ministro aos bastidores da direita paulista.
As acusações atingem diretamente a disputa por espaço político dentro do campo bolsonarista. De acordo com a publicação, Salles sustentou que a negociação envolvendo a vaga ao Senado teria ocorrido por R$ 60 milhões e teria isolado o próprio Jair Bolsonaro do processo decisório.
O ex-ministro também direcionou ataques ao PL, partido presidido por Valdemar Costa Neto. Conforme o relato, Salles afirmou que a legenda comandava um “grande esquema de corrupção” no DNIT e no Ministério dos Transportes.
A fala foi associada à resistência de Tarcísio de Freitas em se filiar ao PL. Segundo a publicação, Salles disse que o governador de São Paulo teria recusado a entrada no partido por conhecer os grupos que atuavam na legenda e os problemas relacionados a essas articulações.
As declarações também envolveram André do Prado. Ainda segundo o relato, Salles afirmou que o nome do político teria sido rejeitado para a vice de Tarcísio por ser considerado excessivamente fisiológico.
Salles teria dito ainda que seria ingênuo acreditar que André do Prado renunciaria a um eventual mandato de senador para abrir espaço a Eduardo Bolsonaro. A avaliação reforça a leitura de que a disputa por vagas majoritárias em São Paulo se tornou um dos focos de tensão no campo da direita.
O episódio expõe uma disputa interna que envolve nomes ligados ao bolsonarismo, ao PL e ao Centrão. As acusações atribuídas a Salles colocam em evidência divergências sobre alianças, candidaturas e controle de espaços eleitorais estratégicos em São Paulo.
O conteúdo fornecido não apresenta resposta de Eduardo Bolsonaro, Valdemar Costa Neto, André do Prado, Tarcísio de Freitas, do PL, do DNIT ou do Ministério dos Transportes às acusações relatadas na publicação.


