Salles descarta apoiar André do Prado ao Senado e dispara: 'filhote de Valdemar'
Deputado do Novo afirma que seguirá na disputa pelo Senado em São Paulo e critica “negociatas” da cúpula do PL
247 - O deputado federal e ex-ministro Ricardo Salles (Novo) afirmou nesta quarta-feira (6) que não pretende retirar sua pré-candidatura ao Senado por São Paulo para apoiar o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL). Em entrevista ao SBT News, o parlamentar fez críticas à direção nacional do Partido Liberal (PL), ao Centrão e ao presidente da legenda, Valdemar Costa Neto.
“Não há nenhuma hipótese de eu retirar a candidatura para prestigiar o filhote de Valdemar ou quem quer que seja. Isso não vai acontecer. Eu vou seguir com a minha candidatura até o fim. Como eu disse, o Novo não é o PL, não é mercado. Não vão conseguir comprar o Novo para me tirar da legenda, como me fizeram na eleição de 2024”, declarou.
Salles rejeita acordo para deixar disputa
Ricardo Salles afirmou que continuará na corrida eleitoral ao Senado e criticou o apoio do PL à possível candidatura de André do Prado. Para o deputado, a movimentação representa uma estratégia ligada ao Centrão. O parlamentar também relembrou as eleições municipais de São Paulo e disse ter sido prejudicado por acordos internos do partido.
“Na eleição municipal em São Paulo, eu tinha 18% a 19% mesmo antes de ser candidato. Ao invés de prestigiar o terceiro deputado mais votado do partido, o Valdemar preferiu prestigiar os acordos, os negócios que tinha com a prefeitura. Eu fui rifado pelo centrão, fui rifado pelo esquema de negócio que o centrão normalmente faz”, afirmou. Durante a entrevista, Salles voltou a atacar a cúpula do PL e disse que o partido utiliza pautas da direita para fortalecer alianças políticas.
Ataques a Davi Alcolumbre e ao Senado
Ricardo Salles também comentou a rejeição, pelo Senado Federal, do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Na avaliação do deputado, a decisão teve motivação política e estaria relacionada às investigações envolvendo o B anco Master. Ele ainda criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
“Essa é a verdade. Não queriam alguém que desse apoio ao André [ministro do STf André Mendonça], que está fazendo um bom trabalho nessa investigação do Master, e, para evitar que reforçasse o time de investigação do Master, não deixaram o Messias passar [...] O Alcolumbre não fez juízo de valor com base nos princípios e métricas corretas que eu estou dizendo aqui. No fundo, ele usou a direita para se blindar de um aprofundamento das investigações do caso Master”, declarou.
Declarações sobre Simone Tebet e Marina Silva
O pré-candidato ao Senado também criticou possíveis candidaturas em São Paulo da ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB) e da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede). “São Paulo não pode ser repositório de fracassados nos seus estados. Quem é fracassado no seu estado não vem querer voto aqui. São Paulo é para os paulistas”, disse.
A reportagem procurou o Partido Liberal e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para comentar as declarações de Ricardo Salles, mas não recebeu resposta.

