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Técnica de enfermagem relata medo após denunciar agressão do Magno Malta em hospital

Segundo a funcionária, o parlamentar teria dado um tapa em seu rosto, entortado seus óculos durante exame

Magno Malta fez falsa acusação de pedofilia e provocou tragédia (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

247 - Uma técnica de enfermagem denunciou o senador Magno Malta (PL-ES) por agressão durante um exame realizado na última quinta-feira (30), em Brasília.

O caso ocorreu no Hospital DF Star, onde o senador está internado desde o mesmo dia, após sofrer um mal súbito no Congresso Nacional.

De acordo com o relato da técnica à Polícia Civil do Distrito Federal, ela está com medo de encontrar o parlamentar após o episódio.

Ainda segundo o relato da profissional, durante um exame de angiotomografia, Malta teria desferido um tapa em seu rosto e a ofendido verbalmente, chamando-a de “imunda” e “incompetente”.

No boletim de ocorrência, a profissional detalhou que conduziu o senador até a sala para a realização de uma tomografia. Antes do exame, realizou um teste com soro para verificar o acesso intravenoso no braço do paciente.

Segundo ela, ao informar que seria aplicada a injeção de contraste, o equipamento indicou bloqueio e aumento de pressão. Nesse momento, a técnica afirmou que se aproximou do senador para realizar uma compressão no braço. Foi então, conforme o relato, que sofreu um “tapa forte”, que chegou a “entortar seus óculos”.

A denunciante também registrou que, após o ocorrido, passou a temer novos encontros com o parlamentar.

O senador Magno Malta nega as acusações. Neste sábado (2), ele registrou sua versão dos fatos em ocorrência policial, solicitando investigação criminal e apuração completa do caso.

Segundo o parlamentar, a situação seria resultado de uma “perseguição”. Ele afirma que houve extravasamento do contraste durante o exame, o que teria causado dor intensa, hematoma e possível comprometimento vascular.

Ainda conforme o boletim, Malta declarou que, diante da dor e sob efeito de medicação, apresentou uma reação compatível com o sofrimento físico, mas “sem praticar qualquer ato de agressão física contra profissionais de saúde”.

O senador também pediu a preservação das imagens das câmeras de segurança do hospital, além da oitiva da equipe médica presente. Ele solicitou ainda acesso ao prontuário médico, documentos clínicos e a realização de exame de corpo de delito para comprovar a intercorrência.

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