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‘O bolsonarinho saiu correndo’, diz Humberto Costa após operação contra ONG ligada à produtora de Dark Horse

Senador afirma que operação contra Instituto Conhecer Brasil amplia pressão sobre Karina Gama, que também atuou na produção do longa sobre Jair Bolsonaro

Humberto Costa (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
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247 - O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou nesta segunda-feira (1) que a operação contra a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), ligada à produtora do filme Dark Horse, amplia a pressão sobre a família Bolsonaro, em meio a uma investigação sobre contratos de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo, valores que chegaram a R$ 157,1 milhões com aditivos e suspeita de ao menos R$ 26 milhões sem prestação de serviços.

“O bolsonarinho já saiu correndo pra jurar que não tem nada a ver”, afirmou o petista, que publicou a crítica na rede social X ao comentar a ação da Polícia Civil de São Paulo contra o ICB, entidade de propriedade de Karina Gama, sócia da Go UP, produtora responsável pelo filme biográfico de Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos de prisão no inquérito da trama golpista.

A investigação mira suspeitas de fraude em contrato firmado pela Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) com o objetivo de instalar 5 mil pontos de acesso à internet sem fio em comunidades periféricas da capital paulista. Os investigadores apuram se parte dos recursos chegou à ONG sem a entrega adequada dos serviços previstos.

No X, Humberto Costa sugeriu que o avanço da apuração provocou reação na família Bolsonaro e associou a operação ao entorno da produção de Dark Horse.

“A Polícia bateu hoje na ONG ligada à produtora do filme do Bolsonaro”, escreveu o senador do PT. “A mesma dona, o mesmo endereço e uma investigação sobre fraude milionária. A polícia vai investigar, e o povo vai tirar suas conclusões”.

Operação mira contrato milionário em São Paulo

A Polícia Civil de São Paulo investiga a relação entre o Instituto Conhecer Brasil e a Prefeitura de São Paulo. O contrato original previa R$ 108 milhões para a instalação de internet sem fio em áreas periféricas da capital.

As apurações apontaram que o valor subiu para R$ 157,1 milhões após aditivos. Os investigadores também analisam a suspeita de que pelo menos R$ 26 milhões tenham sido repassados sem a correspondente prestação de serviços à cidade.

O caso ganhou dimensão política porque Karina Gama, dona do ICB, também atua como sócia da Go UP, produtora ligada a Dark Horse. O filme retrata a trajetória de Jair Bolsonaro e entrou no centro de questionamentos públicos após denúncias e investigações sobre sua estrutura de financiamento.

Humberto vê medo no entorno de Bolsonaro

Na avaliação de Humberto Costa, a operação contra a ONG ligada à produtora expôs o temor da família Bolsonaro diante do avanço das investigações. O senador afirmou que a coincidência de pessoas e endereços merece apuração rigorosa.

A fala do parlamentar reforça a ofensiva política de setores do PT contra o financiamento e a rede de empresas associadas ao longa. A investigação em São Paulo também colocou sob escrutínio os vínculos entre contratos públicos, produtoras privadas e personagens ligados ao projeto audiovisual.

A Polícia Civil deve avançar sobre documentos, contratos e movimentações relacionadas ao ICB. O foco da apuração recai sobre a execução dos serviços contratados pela Prefeitura de São Paulo e sobre o destino dos valores repassados à entidade.

Dark Horse passou a ocupar espaço central no debate político após a revelação de relações empresariais e financeiras envolvendo aliados de Bolsonaro. A nova operação contra uma ONG ligada à produtora reforçou cobranças por explicações sobre a origem e o uso dos recursos vinculados ao filme.


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