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Caso Master: ex-presidente do Rioprevidência é preso após voltar dos EUA

Deivis Marcon Antunes foi preso em ação que apura suspeita de operações financeiras irregulares, em novo desenvolvimento do caso envolvendo o Banco Master

Deivis Marcon Antunes (Foto: Reprodução/Rioprevidência)

247 - O diretor-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso nesta terça-feira (3) pela Polícia Federal e pela Polícia Rodoviária Federal, no âmbito das investigações envolvendo as fraudes do Banco Master.

Os policiais federais cumpriram três mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão, em endereços vinculados aos investigados no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, de acordo com nota da PF. 

De acordo com a revista Veja, Antunes foi preso pouco depois de desembarcar, em São Paulo, de uma viagem aos Estados Unidos, onde ele teria passado férias. A detenção ocorreu na região de Itatiaia, no Vale do Paraíba, quando voltava de carro para o Rio de Janeiro, diz a reportagem. 

No último dia 23, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra autoridades do órgão responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores públicos estaduais do Rio de Janeiro

Os agentes apuram a suspeita de operações financeiras irregulares, em novo desenvolvimento do caso envolvendo o Banco Master.

Entre os alvos estavam o diretor-presidente da instituição, Deivis Marcon Antunes; Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de Investimentos; e Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor de Investimentos interino, conforme duas fontes com conhecimento da operação.

De acordo com a PF, a investigação, iniciada em novembro de 2025, visa apurar um conjunto de nove operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado.

Os agentes da PF apuram crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta, desvio de recursos, induzir em erro repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.

Em nota, o Palácio Guanabara informou à época que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, determinou o afastamento imediato de Deivis Antunes do cargo de diretor-presidente do Rioprevidência. A exoneração foi publicada em Diário Oficial extraordinário. (Com informações da Reuters). 

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