Chapa ao Senado em São Paulo deve ser definida em julho, diz Márcio França
“Temos um time disponível”, disse o ex-ministro, cotado para ser um dos candidatos do campo progressista
247 - A definição da chapa que disputará o Senado por São Paulo nas próximas eleições deve ficar para julho, segundo afirmou o ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB). Em meio a um cenário de articulações políticas e possíveis alianças, o ex-ministro indicou que ainda há espaço para negociações dentro do campo progressista.
Em entrevista à CNN Brasil, França destacou que há vários nomes disponíveis e que a decisão será tomada mais adiante. “Temos um time disponível. Vamos definir a posição de cada um lá na frente, provavelmente em julho”, declarou.
O nome de França aparece em disputa direta com o da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede), que também manifestou interesse em concorrer ao Senado. Além deles, a ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), é outro nome cogitado para a vaga, ampliando a concorrência dentro do mesmo campo político.
Nos bastidores, lideranças da Rede e do PSB reconhecem a disputa interna e avaliam alternativas para acomodar os diferentes interesses. Uma das possibilidades discutidas é a indicação de um dos nomes para a vice na chapa de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, como forma de equilibrar as forças entre os partidos.
O presidente da Federação PSOL-Rede, Juliano Medeiros, defendeu a composição plural da chapa ao Senado. Segundo ele, a presença de diferentes perfis políticos pode fortalecer a candidatura. “A presença de Marina torna a chapa mais plural com uma simbiose. A Simone mais de centro e a Marina mais à esquerda. Vamos travar a disputa e fazer um movimento”, afirmou à CNN.
Apesar das especulações, Márcio França tem descartado, em conversas reservadas, a possibilidade de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, hipótese que vinha sendo mencionada por setores do PT. O foco do ex-ministro permanece na corrida ao Senado, ainda que a definição final dependa das negociações políticas previstas para os próximos meses.


