Defesa de Oruam cita quadro grave de saúde em pedido de revogação da prisão preventiva
Pedido à Justiça diz que cantor está com tuberculose e apresenta tosse crônica e lesões pulmonares
247 - A defesa de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, afirmou que o cantor enfrenta um "quadro de saúde gravíssimo" em razão de tuberculose e pediu à Justiça a revogação de sua prisão preventiva. Oruam permanece foragido desde 3 de fevereiro. As informações são do jornal O Globo.
Segundo a petição apresentada ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o rapper perdeu 5 quilos no último mês, sofre de tosse crônica e apresenta lesões nos tecidos pulmonares. Apesar das alegações, a juíza Tula Correa de Mello negou o pedido de revogação da prisão preventiva no último dia 18.
O pedido de prisão preventiva integra o processo em que o cantor responde por homicídio qualificado, decorrente de investigação conduzida pela 16ª Delegacia de Polícia (Barra da Tijuca). Durante as apurações, ele chegou a permanecer preso por 50 dias no ano passado.
Como começou a investigação
O caso teve início em 21 de julho do ano passado, quando agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) foram até a antiga residência de Oruam, no Joá, Zona Oeste do Rio de Janeiro, para cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente investigado.
Segundo a investigação, o jovem, apontado como integrante da chamada "Equipe do Ódio", ligada ao Comando Vermelho, havia descumprido medidas socioeducativas em regime de semiliberdade. Ao ser colocado em uma viatura, ele conseguiu fugir após o veículo ser apedrejado por Oruam e outras pessoas que estavam no imóvel.
Na sequência da confusão, o adolescente escapou por uma área de mata acompanhado de amigos. Um dos envolvidos, Paulo Ricardo de Paula Silva de Moraes, conhecido como Boca Rica, foi preso em flagrante. De acordo com a DRE, vídeos gravados pelos próprios participantes foram utilizados para fundamentar o inquérito que resultou no mandado de prisão contra o rapper.
Acusações e situação do adolescente
Conforme a investigação, Oruam poderá responder por ameaça, dano ao patrimônio público, desacato, resistência e associação ao tráfico caso seja condenado. Somadas, as penas previstas para esses crimes podem ultrapassar 18 anos de prisão.
O adolescente investigado se apresentou à Justiça no dia 24 e voltou a cumprir medidas socioeducativas em regime de semiliberdade. Nas redes sociais, ele afirmou ter deixado o crime e que está investindo na carreira artística.



