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Delegado Felipe Curi assina ficha no PP e mira vaga na Câmara pelo Rio

A movimentação ocorre em meio a um realinhamento no campo político fluminense, acelerado pela inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro

Felipe Curi (à esq.) e Doutor Luizinho (Foto: Divulgação)

247 - O delegado Felipe Curi, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, formalizou nesta terça-feira (31) sua entrada no Progressistas ao assinar a ficha de filiação ao partido. A adesão foi articulada pelo presidente estadual da legenda, o deputado federal Doutor Luizinho, e abre espaço para que Curi dispute uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. A movimentação ocorre em meio a um realinhamento no campo político fluminense, acelerado pela inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro, decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral na semana passada.

Segundo reportagem do jornal O Globo, o delegado havia sido sondado anteriormente para ingressar no PL, mas acabou preterido em fevereiro, quando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou apoio à pré-candidatura de Douglas Ruas ao governo estadual pelo partido. Diante do cenário, Curi optou por uma legenda da base governista no Rio, chegando ao PP.

A filiação de Curi acontece em um momento de recomposição da chapa eleitoral do PP no estado. O partido já havia definido o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, como candidato a vice-governador na chapa de Douglas Ruas, e o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), como pré-candidato ao Senado. A segunda vaga senatorial havia sido reservada para Cláudio Castro, mas a situação do ex-governador tornou-se insustentável após o julgamento no TSE.

Na semana anterior, o Tribunal Superior Eleitoral condenou Castro por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, em caso relacionado a contratações irregulares realizadas pela fundação Ceperj durante sua gestão. A decisão resultou na declaração de inelegibilidade do ex-governador por oito anos, retirando-o definitivamente da disputa eleitoral e deixando em aberto a segunda vaga de senador na composição da aliança.

O nome de Felipe Curi surge, portanto, em um cenário de reorganização das candidaturas no campo da centro-direita fluminense, com o PP buscando consolidar sua presença tanto no Legislativo federal quanto na disputa pelo governo do estado em 2026.

Xadrez eleitoral

A mais recente sondagem da Real Time Big Data, realizada em 11 de março, projeta Eduardo Paes (PSD) como candidato dominante na disputa pelo governo do Rio de Janeiro em 2026. O prefeito da capital fluminense concentra sozinho mais votos do que todos os adversários somados nos dois cenários testados pelo instituto.

Na primeira simulação, Paes conquista 46% das intenções de voto. Douglas Ruas aparece bem atrás, na segunda posição, com 13%. Ítalo Marsili (Novo) e Wilson Witzel (DC) dividem o terceiro lugar, cada um com 5%. William Siri (Psol) registra 3% e Bombeiro Rafa Luz (Missão) marca 2%. Entre os demais entrevistados, 10% optaram por voto nulo ou branco e 16% não souberam ou preferiram não se manifestar.

Quando André Ceciliano (PT) é inserido na disputa, a liderança de Paes se mantém inabalada, ainda que ligeiramente reduzida: o prefeito vai a 42%. Ruas cai para 11% e Ceciliano estreia com 9%. Marsili e Witzel permanecem nos mesmos 5%, enquanto Siri e Rafa Luz registram 2% cada. Os votos nulos e brancos somam 9% e 15% dos participantes não responderam.

A pesquisa foi conduzida entre os dias 9 e 10 de março com 2 mil eleitores, apresenta margem de erro de dois pontos percentuais e está registrada no TSE sob o protocolo RJ-04191-2026.

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