Deputado do PL destina R$ 500 mil a presídio com detentas do 8/1
Após visitar unidades prisionais, Gil Diniz afirma ter se sensibilizado com condições enfrentadas por detentas condenadas pelos atos de 2023
247 - O deputado estadual Gil Diniz (PL-SP) encaminhou R$ 500 mil em emendas parlamentares para a Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte da capital paulista, após visitar presídios que abrigam pessoas condenadas pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. A decisão foi tomada depois de uma série de inspeções realizadas pelo parlamentar em unidades prisionais do estado.
A informação foi publicada pela coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo. Segundo o veículo, Gil percorreu seis estabelecimentos penais para verificar as condições dos detidos pelos atos golpistas e afirmou ter ficado impactado com o que presenciou.
Ao relatar a visita, o deputado declarou ter se sensibilizado com a estrutura das penitenciárias e com a situação das mulheres presas. Ele mencionou, por exemplo, que as detentas podem permanecer com os filhos apenas até os seis meses de idade e que a amamentação ocorre em celas que descreveu como sujas e com odor desagradável. Também criticou a realização de revistas consideradas vexatórias contra mães.
“Até isso o Alexandre de Moraes está conseguindo, fazer um bolsonarista enviar dinheiro para presídios”, afirmou o parlamentar, em tom irônico, referindo-se ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Gil Diniz acrescentou o sobrenome Bolsonaro ao seu nome parlamentar.
O deputado também declarou: “São situações que passei a ver e a sentir como essas pessoas sofrem em uma cadeia. Muitos estão lá sem receber visita, dormindo no chão”.
Ele informou ainda que solicitou uma reunião com o secretário de Estado da Administração Penitenciária (SAP), Marcello Streifinger, prevista para esta semana, a fim de tratar das condições das unidades visitadas.
Entre as presas na Penitenciária Feminina de Santana está Iraci Meugmi Nagoshi, de 73 anos. Ela foi condenada a 14 anos de prisão pelos atos de 8 de janeiro. Em julho de 2025, o ministro Alexandre de Moraes revogou a prisão domiciliar concedida anteriormente, após a constatação de descumprimento das regras relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica.


