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Em vídeo como pré-candidato, Haddad destaca Rodoanel, metrô e habitação, e faz críticas ao governo Tarcísio

O petista afirma que a gestão estadual omite origem dos bilhões investidos pelo governo Lula em infraestrutura e em programas como o Minha Casa Minha Vida

Fernando Haddad (Foto: Reprodução (Redes Sociais))

247 - O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), passou a divulgar vídeos em que destaca obras federais no estado e critica a gestão estadual por, segundo ele, não reconhecer os investimentos. Nos materiais, o petista associa projetos como Rodoanel, metrô e habitação à atuação do governo Lula e reforça que São Paulo “merece mais”.

As informações foram publicadas originalmente pelo jornal O Globo, os vídeos marcam o início da estratégia de comunicação do PT na pré-campanha em São Paulo, com foco em evidenciar a participação do governo federal em grandes obras de infraestrutura. 

Nos conteúdos, que começam a ser exibidos também na televisão, Haddad aparece em duas versões: em uma delas, conversa por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; em outra, surge sozinho destacando sua atuação quando esteve à frente do Ministério da Fazenda.

Sem citar diretamente o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), seu principal adversário, Haddad afirma que há omissão sobre a origem dos recursos. “O governo do estado nunca mostra os bilhões investidos pelo governo Lula”, declara.

Ele também detalha os mecanismos utilizados para viabilizar os projetos: “Repasses diretos, financiamentos via BNDES, garantias para empréstimo e a renegociação da dívida de São Paulo, que eu mesmo conduzi como ministro da Fazenda, viabilizando essas obras, mas isso eles não revelam. Mas tudo bem, porque nossa parceria é com você, o povo de São Paulo”.

Outro ponto central dos vídeos é a defesa do papel do governo federal no desenvolvimento do estado. Haddad afirma que “São Paulo é o grande motor da economia do país” e acrescenta que “nunca um governo federal trabalhou tanto por São Paulo”. No mesmo material, Lula reforça a mensagem ao dizer que “São Paulo merece muito mais”. 

As peças publicitárias citam obras como o trecho Norte do Rodoanel, financiado com cerca de R$ 1,3 bilhão pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além do Trem Intercidades (TIC), a expansão da Linha 2-Verde do metrô, hospitais e unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida.

Haddad também critica a forma como programas habitacionais são apresentados no estado. “Aqui em São Paulo, praticamente 60% das casas construídas são do Minha Casa, Minha Vida, que aqui eles dão o nome de Casa Paulista. E o governador tem inaugurado muitas dessas casas, ele poderia pelo menos ter a singeleza de dizer ‘essas casas são feitas pelo governo federal, e eu pedi licença para chamar de Casa Paulista’. Que é um programa criado pelo Alckmin quando era governador. Nem nome ele criou, só plagiou”, afirmou.

A disputa por protagonismo nas obras públicas tem intensificado o embate político entre Haddad e Tarcísio. Em resposta às críticas, o governador reagiu em evento no Palácio dos Bandeirantes, afirmando: “Quem não tem o que mostrar tem que viver de narrativa, de propaganda. O problema é que o cidadão já não se enxerga mais na propaganda”.

Tarcísio também questionou a forma como o financiamento do BNDES é apresentado: “Quando alguém tem que vir para SP para participar de determinadas entregas para dizer ‘o BNDES financiou isso’, ou seja, está celebrando operação de crédito, que é obrigação do banco, como se a operação de crédito fosse um favor. É o core do banco, se o BNDES não existir para financiar a infraestrutura vai existir para que?”.

O embate evidencia a disputa política em torno da autoria e do financiamento de grandes obras no estado, tema que tende a ganhar centralidade ao longo da campanha eleito

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