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‘Flávio Bolsonaro vai esfolar o lombo do povão para encher ainda mais os bolsos dos banqueiros’, denuncia Orlando Silva

Deputado afirma que eventual eleição traria perdas para aposentados e serviços públicos como SUS e educação

Orlando Silva (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

247 - O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) fez críticas públicas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta quarta-feira (22) ao comentar possíveis impactos de uma eventual eleição do parlamentar, pré-candidato à presidência da República.

Em publicação nas redes sociais, o deputado do PCdoB associou o cenário a perdas para aposentados e ao enfraquecimento de áreas essenciais como saúde e educação. "TRADUZINDO: Se Flávio BOLSONARO for eleito, os aposentados NÃO TERÃO MAIS AUMENTO REAL e o SUS e a Educação serão SUCATEADOS. Ou seja, vai esfolar o lombo do povão para encher ainda mais os bolsos dos banqueiros. Flávio Bolsonaro é RETROCESSO!".

Segundo informações divulgadas nesta terça (21) pela Folha de S.Paulo, a equipe ligada a Flávio Bolsonaro avalia mudanças que incluem retirar a obrigatoriedade de vincular gastos mínimos em saúde e educação às receitas da União. Atualmente, a Constituição estabelece que pelo menos 15% da receita corrente líquida deve ser destinada à saúde e 18% da arrecadação de impostos à educação. Com a eventual alteração, esses valores passariam a ser corrigidos apenas pela inflação.

Outra proposta em estudo envolve a Previdência Social e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), voltado a idosos e pessoas com deficiência em situação de baixa renda. A medida prevê o fim da política de valorização acima da inflação para o salário mínimo nesses benefícios, limitando os reajustes à reposição inflacionária. Na prática, isso representaria a interrupção do aumento real para milhões de beneficiários.

Projeções mencionadas no levantamento indicam que a adoção dessas mudanças poderia gerar economia de até R$ 1,1 trilhão ao longo de uma década. No caso específico das áreas de saúde e educação, a desvinculação dos recursos também resultaria em redução expressiva de despesas, estimada em cerca de R$ 800 bilhões no mesmo período.

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