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Orações e bola de fogo: passageiro conta como foram os momentos após turbina de avião explodir em voo em Guarulhos

O estudante David Hamoui estava na aeronave que seguia para Atlanta na noite de domingo (29), quando ocorreu o incidente

Turbina de avião explode após decolagem em Guarulhos (Foto: Canal Aviação Guarulhos)

247 - Um dos passageiros do voo da Delta Air Lines que apresentou falha durante a decolagem no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos descreveu o clima de pânico vivido a bordo após a explosão de um dos motores da aeronave. O relato foi feito à CNN Brasil.

O estudante David Hamoui estava na aeronave que seguia para Atlanta na noite de domingo (29), quando ocorreu o incidente. Segundo ele, tudo aconteceu poucos instantes após a decolagem, de forma repentina e assustadora.Hamoui contou que usava fones de ouvido no momento em que percebeu a anormalidade.

 “Quando olhei para o lado, tinha um monte de faísca e fogo. Todo mundo entrou em pânico. As pessoas estavam orando, gritando que o avião ia cair, que iríamos morrer. Na hora, foi um momento bem desesperador. Não dava pra acreditar muito no que estava acontecendo. Depois de uns dois minutos, a ficha começou a cair e aí eu estava bem estressado mesmo.”

O passageiro relatou ainda que viu uma intensa luminosidade logo após ouvir a explosão e afirmou ter presenciado “uma bola de fogo”, além de sentir calor dentro da cabine. O ambiente, segundo ele, rapidamente se tornou caótico, com passageiros em estado de choque e medo.

De acordo com o estudante, a tripulação levou alguns minutos para se pronunciar oficialmente, enquanto o clima de tensão persistia entre os ocupantes. Ele destacou o papel das comissárias de bordo durante a crise. Segundo Hamoui, as aeromoças prestaram assistência a passageiros que passaram mal e ajudaram a conter a situação, inclusive em casos de pessoas à beira de desmaio.

Após o controle da emergência, a aeronave conseguiu retornar e pousar em segurança. Ainda assim, os passageiros permaneceram dentro do avião por cerca de 50 minutos após a aterrissagem, em meio à presença de fumaça e calor intenso.O alívio só veio no momento do desembarque. “Quando saímos do avião, todo mundo sentiu um alívio muito grande. Nós tínhamos orado tanto, né. De lá pra cá, eu descansei um pouco. Agora, estou de volta para o meu próximo voo. Se Deus quiser, vai estar tudo bem.”

Apesar do susto, não houve registro de feridos. O episódio reacende a atenção para protocolos de segurança aérea e evidencia o impacto emocional de situações de emergência enfrentadas por passageiros e tripulação.

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