Justiça de SP nega habeas corpus e mantém Deolane presa
Defesa da advogada e influenciadora contesta decisão e afirma que continuará recorrendo
247 - O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, que permanece presa no âmbito da Operação Vérnix. Segundo o SBT News, os advogados de Deolane lamentaram a decisão e afirmaram que continuarão recorrendo pelos meios legais disponíveis para tentar reverter a prisão preventiva.
Em nota, a defesa voltou a sustentar a inocência da influenciadora e classificou a prisão como "manifestamente desnecessária, excessiva e midiática". O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que o processo tramita sob segredo de justiça e, por esse motivo, não divulgou detalhes da decisão.
Operação Vérnix
Deolane Bezerra está presa desde 21 de maio, quando foi alvo da Operação Vérnix, que apura um suposto esquema ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Recentemente, a Justiça de São Paulo recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público, tornando a influenciadora ré pelos supostos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
De acordo com a denúncia, Deolane teria recebido recursos provenientes da Transportadora Lado a Lado, empresa apontada pela Polícia Civil como utilizada para lavar dinheiro da organização criminosa.
As investigações também indicam movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada pela influenciadora, que, segundo a acusação, somariam cerca de R$ 27 milhões.
Além de Deolane, respondem ao processo Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, seu irmão Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior e Everton de Sousa, apontado como operador financeiro do esquema. Os três estão presos.
Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho, considerados foragidos, também foram denunciados. Na mesma ação, a Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de veículos de alto valor atribuídos à influenciadora, com o objetivo de preservar o patrimônio até a conclusão do processo.

