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Operação contra PCC relaciona empresa de ônibus ao caso Deolane Bezerra

Transunião é suspeita de lavar dinheiro para "Player", preso na investigação que teve Deolane como alvo

Deolane Bezerra (Foto: Reprodução/Instagram)
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247 - A operação realizada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil nesta quinta-feira (25) revelou conexões entre a investigação sobre a empresa de ônibus Transunião e a apuração que teve como um dos alvos a influenciadora e advogada Deolane Bezerra. As informações são do SBT News.

Segundo os investigadores, a Transunião, concessionária responsável por parte do transporte público na zona leste da capital paulista, teria sido utilizada como estrutura para lavagem de dinheiro do PCC e de pessoas envolvidas em outros esquemas criminosos.

Entre os nomes mencionados na investigação está Everton de Souza, conhecido como "Player", apontado pelas autoridades como operador financeiro. Ele foi preso na mesma operação que atingiu Deolane.

Estrutura paralela na empresa

De acordo com o MPSP e a Polícia Civil, a investigação identificou um núcleo paralelo dentro da Transunião responsável por movimentações financeiras destinadas ao PCC. A apuração também investiga a participação de integrantes da família Camacho, apontada pelas autoridades como ligada à cúpula da organização criminosa.

A operação cumpriu mais de 100 mandados judiciais nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Entre os alvos estão o vereador Senival Moura (PT), preso durante a ação e apontado pelos investigadores como um dos líderes do esquema; o presidente da Transunião, Lourival de França, que estaria fora do país; Leonel Marins, considerado foragido; Devanil de Souza, apontado como braço direito de Senival; e o ex-diretor Jair Ramos de Freitas. Os dois últimos já respondem a processo relacionado ao assassinato de Adauto Soares Jorge, ex-presidente da empresa morto em 2020.

Patrimônio bloqueado e apreensões

Segundo os investigadores, recursos provenientes do PCC eram utilizados para aumentar artificialmente o capital social de empresas, permitindo a participação em licitações públicas. Posteriormente, os valores retornariam à facção com aparência de legalidade.

Durante o cumprimento dos mandados, policiais apreenderam quatro fuzis, drogas, uma máquina embaladora e cerca de R$ 65 mil escondidos em sacos de lixo em um imóvel na zona leste da capital paulista. Duas pessoas foram presas em flagrante.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 194 milhões em bens e valores, além do sequestro de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações. Também foi determinado o afastamento dos diretores da Transunião, enquanto a Prefeitura de São Paulo foi acionada para adotar medidas emergenciais.

Para os investigadores, o caso segue um padrão observado em operações anteriores envolvendo empresas de ônibus e indica que o sistema de transporte público teria sido utilizado pelo crime organizado para lavagem de dinheiro ao longo de mais de uma década.

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