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Líder do PCC é preso por suspeita de ordenar morte do ex-delegado Ruy Ferraz

Polícia Civil de São Paulo prendeu três suspeitos apontados como mandantes do assassinato ocorrido em Praia Grande

Ruy Ferraz (Foto: Divulgação (Polícia Civil))

247 - A Polícia Civil de São Paulo prendeu três homens suspeitos de atuar como mandantes do assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, morto a tiros em setembro de 2025, na cidade de Praia Grande, no litoral paulista.As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

Entre os presos está Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Azul ou Careca, apontado como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) e identificado como um dos articuladores do atentado. Também foram detidos Marcio Serapião de Oliveira, o Velhote, e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, chamado de Manezinho ou Manoelzinho. Segundo a Polícia Civil, ambos teriam oferecido apoio logístico e operacional para a execução do crime.

Provas técnicas levaram aos suspeitos

Os investigadores chegaram aos suspeitos a partir de um conjunto de evidências, que inclui impressões digitais encontradas em veículos utilizados na ação criminosa, dados extraídos de aparelhos eletrônicos apreendidos, movimentações financeiras consideradas suspeitas e vínculos entre os envolvidos. Imóveis usados como pontos de apoio logístico e denúncias anônimas também contribuíram para o avanço das apurações.

Execução ocorreu após perseguição no litoral

Ruy Ferraz Fontes foi morto após ser perseguido por criminosos logo depois de deixar o trabalho. Na ocasião, ele ocupava o cargo de secretário municipal de Administração em Praia Grande. De acordo com o Ministério Público de São Paulo, o assassinato teria sido determinado pelo alto escalão do PCC como forma de vingança.

Histórico de enfrentamento ao PCC

Ruy Ferraz Fontes comandou a Polícia Civil paulista entre 2019 e 2022 e construiu uma trajetória marcada pelo enfrentamento direto ao crime organizado. Em 2006, foi responsável por indiciar toda a cúpula do PCC, incluindo Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, tornando-se uma referência no combate à facção criminosa.

Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, o Azul, também esteve envolvido em episódios anteriores relacionados ao PCC. Em 2019, durante a gestão de Ferraz Fontes, ele figurou entre os presos transferidos da Penitenciária de Presidente Venceslau para presídios federais, a pedido do Ministério Público. Azul cumpriu pena em Mossoró, no Rio Grande do Norte, e havia deixado o sistema prisional no mês anterior às prisões recentes.

Situação atual do inquérito

Em novembro, a Polícia Civil concluiu a primeira fase das investigações sobre o assassinato. O inquérito inicial indiciou 12 suspeitos por homicídio qualificado consumado e tentado, porte ou posse de arma de uso restrito e participação em organização criminosa. Dez deles chegaram a ser presos, enquanto dois permanecem foragidos.

Posteriormente, a Justiça determinou a soltura de cinco dos dez detidos, que passaram a responder em liberdade mediante o cumprimento de medidas cautelares, como o monitoramento por tornozeleira eletrônica.

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