Lula reúne Haddad, Márcio França e Alckmin para definir chapa ao governo de São Paulo
Encontro em Brasília busca selar composição para 2026 enquanto PSB e PT discutem estratégia contra Tarcísio de Freitas
247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve se reunir nesta quarta-feira (24), em Brasília, com o ex-ministro Márcio França (PSB) para tentar definir a composição da chapa que disputará o governo de São Paulo nas eleições de 2026. A informação foi publicada inicialmente pelo Estadão.
Segundo integrantes do PT paulista ouvidos pela reportagem original, a reunião deverá contar também com a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), apontado como pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes, e do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB).
O encontro ocorre em meio às articulações da base governista para consolidar uma candidatura competitiva no maior colégio eleitoral do país. De acordo com informações já divulgadas pelo Estadão, Lula comunicou a aliados, no fim de maio, que gostaria de ver Márcio França compondo a chapa de Haddad como candidato a vice-governador.
Até recentemente, França defendia a candidatura ao Senado. Nesse cenário, com Simone Tebet (PSB) já confirmada para uma das vagas, ele disputaria espaço para a segunda candidatura ao lado da ministra Marina Silva (Rede).
No entanto, a movimentação política em São Paulo mudou após os anúncios de Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão), que informaram no último fim de semana que não disputarão o governo estadual. A partir desse novo quadro, França passou a considerar uma candidatura própria ao Executivo paulista.
Aliados do ex-ministro argumentam que a ausência de uma terceira via fortaleceria o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), ampliando a possibilidade de uma vitória já no primeiro turno. Na avaliação desse grupo, um cenário sem concorrência mais ampla poderia reduzir o espaço da oposição e impactar o projeto nacional da esquerda.
Ainda segundo interlocutores de França, uma eventual ausência de um aliado de Lula no segundo turno em São Paulo teria reflexos políticos para o campo governista em âmbito nacional. Eles também avaliam que, caso reeleito sem grande resistência, Tarcísio poderia dedicar mais tempo à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Por outro lado, integrantes próximos a Fernando Haddad contestam essa análise. A avaliação desse grupo é que uma candidatura de Márcio França ao governo estadual teria maior potencial de atrair eleitores que já estariam inclinados a votar em Haddad, sem necessariamente retirar apoio de Tarcísio de Freitas.
Esses aliados defendem que França teria papel mais estratégico compondo a chapa petista como candidato a vice-governador, fortalecendo a aliança entre PT e PSB e ampliando as chances de enfrentamento ao atual governador na disputa de 2026.



