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Marcola, líder do PCC, diz não conhecer Deolane

Defesa de Marcola diz que ele recebeu a Operação Vérnix com surpresa e nega ligação com Deolane e transportadora investigada por lavagem

Deolane Bezerra (Foto: Instagram (Reprodução))
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247 - A defesa de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, afirmou que ele recebeu com “surpresa e indignação” as informações sobre a Operação Vérnix, ação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil de São Paulo que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Segundo o advogado Bruno Ferullo Rita, Marcola negou conhecer Deolane Bezerra e também rejeitou qualquer vínculo com a transportadora investigada por lavagem, informa Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.

A manifestação da defesa foi divulgada nesta quarta-feira (27), após atendimento realizado na Penitenciária Federal de Brasília, onde Marcola está preso desde 2019 em regime de segurança máxima. O comunicado sustenta que ele tomou conhecimento dos detalhes da investigação durante a conversa com o advogado.

Na nota, a defesa afirma que Marcola negou conhecer a influenciadora e advogada Deolane Bezerra e Everton de Souza, ambos citados nas apurações como supostos integrantes de uma estrutura financeira usada para ocultar recursos atribuídos ao PCC. O advogado também afirmou que o vínculo de Marcola com o caso se limitaria a relações familiares.

“Afirmou que seu único vínculo com o caso se restringe ao parentesco com seus sobrinhos Leonardo e Paloma e com seu irmão Alejandro”, diz trecho da nota.

Marcola nega participação nos fatos investigados

Ainda conforme a defesa, Marcola negou qualquer participação nos fatos apurados na Operação Vérnix. O advogado também afirmou que ele não mantém relação direta ou indireta com a transportadora mencionada na investigação, apontada pela Polícia Civil como uma das estruturas centrais do suposto esquema de lavagem de dinheiro.

A defesa também contestou a atribuição do apelido “Narigudo” a Marcola. O termo teria sido utilizado pela investigação para se referir ao líder do PCC.

Investigação começou após apreensão de manuscritos

A Operação Vérnix é resultado de uma apuração iniciada há cerca de sete anos. O ponto de partida foi a apreensão de manuscritos dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.

Segundo a decisão judicial, os bilhetes mencionavam uma transportadora que teria sido usada pela cúpula do PCC para movimentar e ocultar dinheiro do crime organizado. As apurações apontam a empresa Lopes Lemos Transportes Ltda. como suposto instrumento para lavagem de capitais e administração patrimonial vinculada à facção.

A investigação também afirma que conversas extraídas de celulares apreendidos indicariam influência de integrantes da família Camacho sobre a estrutura financeira, mesmo com membros presos em penitenciárias federais.

Deolane Bezerra está entre os alvos da operação

Entre os alvos da Operação Vérnix estão Marcola, seu irmão Alejandro Camacho, os sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, além de Deolane Bezerra e Everton de Souza.

De acordo com a investigação, Deolane teria recebido valores oriundos da transportadora investigada em um contexto descrito como “acertos financeiros”, sem que, até o momento, tenham sido identificadas prestações de serviços lícitos relacionadas aos repasses. A defesa da influenciadora nega irregularidades.

Justiça bloqueia mais de R$ 327 milhões

No âmbito da operação, a Justiça determinou prisões preventivas, bloqueio de bens, apreensão de veículos de luxo e inclusão de investigados na lista vermelha da Interpol.

Os valores bloqueados ultrapassam R$ 327 milhões. A investigação segue voltada à apuração do suposto uso de empresas e estruturas familiares para movimentar, administrar e ocultar recursos atribuídos ao PCC.

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