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Michelle Bolsonaro barra candidatura de Mário Frias ao Senado por São Paulo

Ex-primeira-dama se opõe ao nome do deputado no PL e intensifica disputa interna pela vaga no Senado paulista

O secretário especial da Cultura, Mario Frias (Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil)

247 - A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem atuado contra a possível candidatura do deputado federal Mário Frias (PL-SP) ao Senado por São Paulo, ampliando as tensões internas no PL e influenciando o processo de escolha do nome que disputará a vaga no estado, segundo a Folha de São Paulo.

Relação desgastada pesa na decisão

A oposição de Michelle à candidatura de Frias ocorre em meio a um histórico de atritos entre os dois. A relação se deteriorou especialmente após declarações do deputado em abril de 2025, quando afirmou que a "ladainha da inclusão deve ser eliminada da direita".

A fala provocou reação imediata da ex-primeira-dama, que tem a pauta da inclusão como uma de suas principais bandeiras. Na ocasião, Michelle publicou um vídeo em que criticava a declaração e reforçava a importância da acessibilidade.

Disputa interna no PL ganha novos nomes

Enquanto o nome de Frias enfrenta resistência, outros quadros do PL disputam espaço na corrida pelo Senado em São Paulo. O principal favorito é o presidente da Assembleia Legislativa paulista, André do Prado, que conta com apoio ativo do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto.

Outra alternativa considerada é o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo. Ele tem o aval de Jair Bolsonaro (PL), mas enfrenta dificuldades internas e mantém pouca articulação dentro do próprio partido.

Decisão depende de Eduardo Bolsonaro

A definição do candidato ao Senado pelo PL paulista foi delegada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL).

Nos bastidores, Valdemar Costa Neto tem intensificado esforços para viabilizar o nome de André do Prado. Ele e o presidente da Alesp já se reuniram com Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos ao menos duas vezes desde março, em busca de apoio para consolidar a candidatura.

O cenário permanece indefinido, com disputas internas e divergências políticas moldando a escolha final do partido para a eleição ao Senado em São Paulo.

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