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Monique Medeiros se entrega à polícia após ordem do STF em caso Henry Borel

A decisão que determinou o retorno de Monique à prisão foi proferida na última sexta-feira (17)

Gilmar Mendes e Monique Medeiros (Foto: Rosinei Coutinho/STF / Fernando Frazão/Agência Brasil)

247 - A professora Monique Medeiros, ré pela morte do filho Henry Borel Medeiros, se entregou à polícia do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (20). A informação foi divulgada pela GloboNews. Ela se apresentou na 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, após ter a prisão preventiva restabelecida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do G1.

A decisão que determinou o retorno de Monique à prisão foi proferida na última sexta-feira (17). No dia seguinte, o magistrado rejeitou recurso apresentado pela defesa e manteve a ordem de detenção. A ré se apresentou três dias depois da determinação judicial.

O caso remonta à morte de Henry, ocorrida na madrugada de 8 de março de 2021, quando o menino tinha apenas 4 anos. Segundo laudos periciais, a criança morreu em decorrência de hemorragia interna e laceração hepática. A versão inicial apresentada pela mãe e pelo padrasto, Jairo Souza Santos Júnior, de que o menino teria caído da cama, foi descartada pelos investigadores. O Ministério Público sustenta que Henry foi vítima de agressões praticadas por Jairinho e que Monique teria sido omissa.

À época, Jairinho exercia mandato como vereador no Rio de Janeiro. Ele e Monique foram presos em abril de 2021, um mês após a morte da criança. Desde então, o caso se tornou um dos mais emblemáticos do país em relação à violência contra menores.

Julgamento remarcado

O julgamento dos dois réus chegou a ser iniciado, mas foi interrompido em março deste ano após a defesa de Jairinho abandonar o plenário do Tribunal do Júri. A atitude levou à suspensão da sessão.A juíza Elizabeth Machado Louro remarcou o julgamento para o dia 25 de maio e, à época, determinou a soltura de Monique. A magistrada classificou a conduta da defesa como “uma interrupção indevida do recurso processual, em franco desrespeito à orientação advinda do STF”.Apesar da decisão anterior que havia permitido que Monique respondesse ao processo em liberdade, o Supremo voltou a intervir no caso, restabelecendo a prisão preventiva.

Histórico do caso

Após deixar a prisão em 2022 por decisão judicial, Monique voltou a ser encarcerada em 2023, novamente por determinação do STF. Agora, com a nova decisão da Corte, ela retorna ao sistema prisional enquanto aguarda o julgamento definitivo.O caso Henry Borel segue mobilizando a opinião pública e levantando debates sobre a responsabilização em crimes contra crianças, além de expor falhas na proteção de menores em ambientes familiares.

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