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Morre aos 102 anos José Frejat, ex-deputado e pai do cantor Frejat

Advogado e ex-presidente da UNE, ele teve atuação marcante contra a ditadura e participou da luta por eleições diretas no Brasil

José Frejat (Foto: Divulgação)

247 - O advogado e ex-deputado federal José Frejat morreu neste sábado (25), aos 102 anos, deixando uma trajetória marcada pela atuação política em defesa da democracia e pela participação no processo de redemocratização do país. Pai do cantor e compositor Frejat, ele também se destacou como liderança estudantil e opositor do regime militar.

A causa da morte foi pneumonia. Frejat também era pai de Mauro Frejat e irmão do médico e ex-deputado Jofran Frejat, falecido em 2020.

Nascido em março de 1924, em Curupuru, no Maranhão, José Frejat mudou-se ainda jovem para o Rio de Janeiro, onde construiu sua formação acadêmica e carreira política. Estudou no tradicional Colégio Pedro II e, em 1947, ingressou na Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Ainda na universidade, teve participação ativa no movimento estudantil. Foi representante de turma, segundo secretário e, em 1949, assumiu a presidência do Centro Acadêmico Cândido de Oliveira. No ano seguinte, tornou-se presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), em caráter extraordinário, após a renúncia de Rogê Ferreira, acumulando também a liderança do Diretório Central dos Estudantes da UFRJ.

Após se formar, no início da década de 1950, participou da fundação do Movimento Nacionalista Brasileiro, do qual foi secretário-geral. Em 1958, atuou como redator-chefe do jornal O Semanário, que foi extinto após o golpe militar de 1964.

A trajetória política de Frejat esteve ligada ao campo democrático. Filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), fez oposição ao regime militar e exerceu funções como procurador da Fazenda Nacional, vereador do Rio de Janeiro e deputado federal.

Ele foi eleito para a Câmara dos Deputados em 1978 e reeleito em 1982, período em que o país iniciava a transição para o fim do bipartidarismo. Durante a redemocratização, votou a favor da Emenda Dante de Oliveira, que defendia a realização de eleições diretas para a Presidência da República, e apoiou a eleição de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, em 1985.

Ao longo da carreira, também teve passagens por partidos como PSB, PDT e PSDB. Em 1986, disputou uma vaga no Senado na chapa de Marcelo Alencar, mas não foi eleito. Décadas depois, em 2018, tentou retornar à vida pública como candidato a deputado estadual pelo Rio de Janeiro pela Rede Sustentabilidade, mas teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral.

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