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Pacheco não deve ser candidato ao governo de Minas Gerais

Quaest aponta indefinição eleitoral após saída de Pacheco da disputa mineira

Rodrigo Pacheco (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

247 - O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) decidiu que não será candidato ao governo de Minas Gerais este ano, segundo informações publicadas nesta sexta-feira (8) pela coluna de Lauro Jardim

Levantamento Quaest divulgado na quarta-feira (6) aponta o presidente Lula na liderança da disputa presidencial em Minas Gerais. No cenário de primeiro turno, o petista registra 33% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 27%. 

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) soma 11%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 2%, e Renan Santos (Missão), com 1%. Outros candidatos reúnem 3%, os indecisos representam 8% e brancos, nulos ou eleitores que afirmam não votar chegam a 15%.

Na simulação de segundo turno em Minas, Lula mantém vantagem sobre Flávio Bolsonaro. O presidente aparece com 39% das intenções de voto, contra 36% do senador fluminense. Os indecisos totalizam 5%, enquanto 20% disseram que pretendem votar em branco, anular ou não comparecer às urnas.

Cenário em Minas

Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece na liderança da corrida ao governo de Minas Gerais em todos os cenários de primeiro turno em que seu nome foi testado pela Quaest, de acordo com o Portal G1. O levantamento da Quaest testa cenários com Kalil, Pacheco e Mateus Simões em MG, além de outros pré-candidatos, e indica vantagem do senador também nas simulações de segundo turno.

As informações são do g1. Esta é a primeira pesquisa Quaest do ano com postulantes ao governo mineiro. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 1.482 eleitores de Minas Gerais entre 22 e 26 de abril, tem margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MG-08646/2026.

Cleitinho lidera nos cenários de primeiro turno

No cenário mais amplo, com dez pré-candidatos, Cleitinho registra 30% das intenções de voto. Em seguida aparecem o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), com 14%, e o senador Rodrigo Pacheco (PSB), com 8%. Ben Mendes (Missão) e o governador Mateus Simões (PSD) aparecem com 4% cada.

Nesse mesmo cenário, Maria da Consolação (PSOL) tem 3%, enquanto Flávio Roscoe (PL) e Gabriel Azevedo (MDB) registram 2% cada. Rafael Duda (PSTU) e Túlio Lopes (PCB) aparecem com 0%. Os indecisos somam 13%, e os que declaram voto branco, nulo ou dizem que não vão votar chegam a 20%.

Em um segundo cenário, sem Alexandre Kalil e Flávio Roscoe, Cleitinho chega a 35%. Rodrigo Pacheco aparece com 11%, Mateus Simões com 5%, Ben Mendes e Maria da Consolação com 4% cada, e Gabriel Azevedo com 3%. Rafael Duda e Túlio Lopes permanecem com 0%. Nesse quadro, 14% estão indecisos, e 24% declaram voto branco, nulo ou afirmam que não vão votar.

Kalil e Pacheco disputam espaço entre os nomes mais competitivos

No terceiro cenário, sem Rodrigo Pacheco e Flávio Roscoe, Cleitinho alcança 37%, seu maior índice entre as simulações de primeiro turno. Alexandre Kalil aparece em segundo lugar, com 16%. Maria da Consolação registra 4%, enquanto Ben Mendes, Gabriel Azevedo e Mateus Simões aparecem com 3% cada. Rafael Duda e Túlio Lopes têm 0%. Os indecisos somam 14%, e brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar chegam a 20%.

Já no quarto cenário, sem Cleitinho e Flávio Roscoe, Kalil lidera com 18%, seguido por Pacheco, com 12%. Ben Mendes marca 6%, Mateus Simões aparece com 5%, e Gabriel Azevedo e Maria da Consolação registram 4% cada. Rafael Duda e Túlio Lopes aparecem com 0%. Nesse cenário, o número de indecisos sobe para 19%, e brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar chegam a 32%.

Diretor da Quaest aponta alta taxa de indefinição

Ao analisar os dados, o diretor da Quaest, Felipe Nunes, destacou que a disputa em Minas ainda tem grande margem para mudança. Segundo ele, 60% dos eleitores mineiros ainda podem alterar a opção de voto, quadro semelhante ao observado em outros estados.

Nunes afirmou, no entanto, que Cleitinho apresenta o maior índice de voto consolidado entre os nomes testados. “56% dos que dizem que vão votar em Cleitinho consideram que este é um voto definitivo. Pacheco também tem taxa alta de definição, com 50%”, analisou Nunes em publicação no X.

O diretor da Quaest também comentou o desempenho dos principais nomes nas simulações de segundo turno. Segundo ele, Cleitinho aparece à frente de Kalil, Pacheco, Simões e Roscoe nos confrontos avaliados. Simões venceria Kalil, mas perderia para Pacheco se a eleição fosse hoje.

“Os dois candidatos da direita estão em situação diferente. Cleitinho já tem 41% de potencial de voto, mesmo desconhecido por 39% do estado. O governador Mateus Simões, que acaba de assumir, tem rejeição de 20%, mas ainda é muito desconhecido (68%)”, afirmou Nunes.

O analista também avaliou a situação de Kalil e Pacheco no campo político ligado ao presidente Lula. “Do outro lado, os dois nomes que podem estar no palanque do Lula vivem um cenário parecido: tanto Kalil quanto Pacheco tem potencial de voto menor do que a rejeição.”

Segundo turno mostra vantagem de Cleitinho

Nas simulações de segundo turno, Cleitinho vence todos os adversários testados. Contra Alexandre Kalil, o senador registra 48%, ante 26% do ex-prefeito de Belo Horizonte. Os indecisos somam 8%, e brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar chegam a 18%.

Contra Rodrigo Pacheco, Cleitinho aparece com 43%, enquanto o senador do PSB marca 23%. Nesse cenário, 10% estão indecisos, e 24% declaram voto branco, nulo ou dizem que não vão votar.

Na disputa contra Mateus Simões, Cleitinho registra 46%, diante de 13% do atual governador. Os indecisos são 11%, e brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar somam 30%.

Em um confronto com Flávio Roscoe, Cleitinho marca 45%, enquanto o pré-candidato do PL tem 13%. Os indecisos representam 11%, e brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar chegam a 31%.

A Quaest também testou cenários sem Cleitinho. Em uma disputa entre Rodrigo Pacheco e Mateus Simões, Pacheco aparece com 30%, contra 17% de Simões. Os indecisos somam 14%, e brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar chegam a 39%.

Em outro confronto, Mateus Simões aparece à frente de Alexandre Kalil, com 28% contra 18%. Nesse cenário, 17% estão indecisos, e 37% declaram voto branco, nulo ou afirmam que não vão votar.

Rejeição é maior para Kalil e Pacheco

A pesquisa também mediu a rejeição aos pré-candidatos. Alexandre Kalil aparece com o maior índice, 36%. Rodrigo Pacheco vem em seguida, com 28%. Cleitinho e Mateus Simões registram 20% cada.

Gabriel Azevedo tem 15% de rejeição, Ben Mendes aparece com 12%, Flávio Roscoe com 9% e Maria da Consolação com 8%.

O levantamento também avaliou o peso dos apoios políticos. Segundo a Quaest, 30% dos entrevistados gostariam de eleger um aliado do presidente Lula (PT) para governar Minas Gerais. Outros 28% preferem alguém ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto 37% dizem considerar melhor a eleição de um político independente.

Quem são os nomes testados pela Quaest

Alexandre Kalil, filiado ao PDT, foi prefeito de Belo Horizonte, presidiu o Atlético Mineiro e disputou o governo de Minas em 2022, quando terminou em segundo lugar. Em 2025, ingressou no PDT e lançou pré-candidatura ao governo estadual.

Ben Mendes, do Missão, é advogado e influenciador. Tornou-se conhecido por atuar nas redes sociais em defesa do consumidor e por mediar denúncias. Sua atuação pública mistura temas políticos e religiosos com viés conservador.

Cleitinho Azevedo, do Republicanos, é senador por Minas Gerais. Nascido em Divinópolis, foi vereador, deputado estadual e chegou ao Senado em 2022. Ele anunciou pré-candidatura ao governo em 2026, mas afirmou que deve tomar uma decisão definitiva em junho.

Flávio Roscoe, do PL, é empresário do setor têxtil e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Filiou-se ao PL em 2026 e se licenciou do cargo para disputar a eleição ao Executivo, como cabeça de chapa ou vice.

Gabriel Azevedo, do MDB, foi vereador em Belo Horizonte e presidiu a Câmara Municipal entre 2023 e 2024. Também disputou a prefeitura da capital mineira em 2024, quando recebeu mais de 130 mil votos. É professor de Direito, advogado, jornalista e publicitário.

Maria da Consolação, do PSOL, é professora aposentada e fundadora do partido em Minas Gerais. Atua em pautas ligadas a direitos humanos, educação e serviços públicos, e já disputou outros cargos eletivos.

Mateus Simões, do PSD, era vice de Romeu Zema e assumiu o governo de Minas em 2026. Advogado, professor e ex-procurador da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, também atuou como vereador em Belo Horizonte e no setor privado.

Rafael Duda, do PSTU, é operário da mineração e dirigente sindical. Já disputou a Prefeitura de Congonhas em 2020 e 2024, além de uma vaga de deputado federal em 2022.

Rodrigo Pacheco, do PSB, é senador e ex-presidente do Congresso Nacional entre 2021 e 2025. Advogado, foi deputado federal e é apontado como possível candidato ao governo mineiro, embora ainda não tenha feito anúncio oficial.

Túlio Lopes, do PCB, é professor, historiador e dirigente partidário em Minas Gerais. Doutor em educação, atua no movimento estudantil e sindical e já disputou eleições para governo e Senado.

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