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Polícia faz operação contra fraude bilionária em herança do fundador da Unip

Investigação apura desvio de quase R$ 900 milhões com uso de documentos falsos e arbitragem fictícia

Polícia faz operação contra fraude bilionária em herança do fundador da Unip (Foto: Divulgação)

247 - Uma operação conduzida por autoridades de São Paulo mira um grupo suspeito de desviar quase R$ 900 milhões da herança do empresário João Carlos Di Genio, fundador do grupo Unip/Objetivo. A Justiça determinou a prisão de nove investigados, além do cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão na capital paulista e em cidades da região metropolitana, informa o G1.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, e o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o esquema envolvia a simulação de processos arbitrais para dar aparência de legalidade à cobrança de valores milionários. Ainda não havia, até a última atualização, um balanço oficial sobre o cumprimento dos mandados.

As autoridades também determinaram o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados, com o objetivo de interromper as práticas ilícitas, preservar provas e garantir eventual reparação dos prejuízos causados.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava mecanismos considerados sofisticados para cometer fraudes e, possivelmente, lavagem de dinheiro. A estratégia consistia em induzir tanto vítimas quanto o próprio Poder Judiciário ao erro, por meio de documentos falsificados e procedimentos simulados.

Entre as irregularidades identificadas está a falsificação de um contrato de compra e venda de imóveis com assinatura atribuída a Di Genio. O documento teria sido datado de três meses antes da morte do empresário, ocorrida em fevereiro de 2022.

Para sustentar a cobrança, os investigados recorreram a uma suposta câmara arbitral, denominada Fonamsp (Fórum de Negócios e Finanças Internacionais e Nacionais por Arbitragem e Mediação Ltda), apontada como fictícia pelas autoridades. O procedimento incluía depoimentos de testemunhas inexistentes e assinaturas adulteradas, criando uma dívida que a família desconhecia.

As investigações indicam ainda que o grupo tentou inserir a cobrança diretamente no processo de inventário. O valor, inicialmente estimado em R$ 635 milhões, foi atualizado pelos próprios suspeitos para mais de R$ 845 milhões.

Entre os principais alvos da operação estão Luiz Teixeira da Silva Junior e Anani Candido de Lara, ligados à Colonizadora Planalto Paulista e à estrutura da suposta câmara arbitral.

O Ministério Público sustenta que as medidas judiciais visam impedir a destruição de provas, evitar novas fraudes e garantir a continuidade das apurações. Até o momento, as defesas dos investigados não haviam sido localizadas.

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