Polícia prende 12 suspeitos de planejar atentado na Av. Paulista
Investigação aponta uso de redes sociais para articular ataques com bombas e coquetéis molotov. Operação também resultou em prisões no Rio de Janeiro
Uma operação da Polícia Civil de São Paulo realizada nesta segunda-feira (2) resultou na prisão de 12 pessoas suspeitas de integrar um grupo que planejava ataques com bombas e coquetéis molotov na avenida Paulista. Segundo as autoridades, as ações estavam previstas para ocorrer no próprio dia da deflagração da operação. De acordo com a pasta, os explosivos não foram localizados durante o cumprimento dos mandados, e a polícia segue investigando o paradeiro dos artefatos. As informações são da Folha de São Paulo.
Operação mirou planejamento de ataques
A SSP informou que um simulacro de arma de fogo foi apreendido durante a operação. Do total de presos, seis são apontados pela polícia como integrantes de posições de comando dentro da estrutura do grupo investigado. Além das detenções em São Paulo, a operação também resultou em prisões no estado do Rio de Janeiro, indicando a atuação interestadual dos suspeitos.
Articulação ocorria pelas redes sociais
Segundo a investigação, o planejamento dos ataques era realizado por meio das redes sociais, com maior concentração de organização em grupos no aplicativo Telegram. As autoridades afirmam que as mensagens reuniam orientações sobre a execução das ações. De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Arthur Dian, os grupos monitorados reuniam cerca de 8.000 participantes.
Manual orientava ações durante protestos
A SSP também identificou a circulação de uma cartilha entre os integrantes do grupo. O material trazia orientações para os participantes — entre eles maiores e menores de idade — sobre o uso de bloqueadores de sinal de celular, com o objetivo de dificultar o acionamento dos órgãos de segurança. O manual ainda apresentava instruções para identificar policiais durante protestos e manifestações.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, os investigados afirmavam não ter motivação política específica e diziam ser contrários a governos em geral. A maioria dos presos é composta por jovens. Ainda de acordo com a SSP, ao serem abordados, os detidos admitiram integrar os grupos investigados, mas alegaram que o planejamento das ações se tratava de uma “brincadeira”.


