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Possível candidatura de Cleitinho em Minas preocupa o PT

Sem nome forte para o governo, PT vê Cleitinho como obstáculo central e avalia alternativas para a disputa em Minas Gerais

Cleitinho (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
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247 - A possível candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) ao governo de Minas Gerais preocupa o PT, que ainda não definiu quem apoiará na corrida pela administração estadual e avalia que a presença do parlamentar tornaria mais difícil a construção de uma chapa progressista competitiva em 2026, relata o Metrópoles.

Sem um nome consolidado para o Palácio Tiradentes, lideranças petistas em Minas Gerais consideram cada vez menos provável o lançamento de uma candidatura própria. A avaliação interna é que o cenário poderia ficar mais aberto caso Cleitinho desista de concorrer, mas se tornaria mais complexo se o senador confirmar presença no pleito.

“Dentro do PT o pessoal considera que a disputa está aberta. A única coisa que desequilibra é o Cleitinho. Mateus Simões não decolou, Kalil não decolou, ninguém decolou”, afirmou um petista que participa das conversas internas da legenda.

Apoio de Lula é visto como trunfo

Entre integrantes do PT, a leitura é que o apoio do presidente Lula (PT) poderia ajudar a equilibrar a disputa em Minas Gerais. Ainda assim, a percepção é de que a liderança de Cleitinho está consolidada, o que impõe um obstáculo relevante a qualquer candidatura progressista.

Nos bastidores, petistas avaliam que uma eventual ausência do senador no pleito poderia favorecer a construção de outra candidatura, inclusive de nomes ligados ao Republicanos ou a outros setores da direita.

Marília Campos resiste a disputar o governo

A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), mantém a disposição de concorrer ao Senado e resiste a abandonar esse projeto para tentar disputar o governo de Minas Gerais. Diante desse quadro, o PT trabalha com três nomes potenciais para a corrida estadual.

Entre os cotados estão os deputados federais Rogério Correia e Reginaldo Lopes. No entanto, segundo avaliações internas, apenas um pedido direto de Lula poderia alterar o cenário, possibilidade considerada improvável neste momento da disputa.

“Se não ganhar, essa pessoa tem que ter garantia de ter onde trabalhar para, caso queira sair candidata futuramente, consiga recuperar a base de novo. Não creio que o Rogério e o Reginaldo vão abrir mão disso. Se fosse para eles cumprirem essa missão, já teriam sido chamados lá atrás, muito lá atrás”, afirmou a fonte petista.

Sandra Goulart segue no radar

Outro nome que permanece em avaliação no partido é o da ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart Almeida. Ela conta com apoio de parte da militância petista, que vê em sua trajetória acadêmica e administrativa um possível diferencial.

A avaliação de seus defensores é que a ausência de histórico em disputas eleitorais e sua passagem pela gestão de uma das principais universidades do país poderiam reduzir o espaço para ataques de adversários.

Apesar disso, diante da falta de uma opção considerada plenamente competitiva dentro da legenda, o PT mineiro tem como favorito para receber seu apoio o pré-candidato do MDB ao governo do estado, Gabriel Azevedo.

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