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Pré-candidatos do PL trocam socos com estudantes da UFMG (vídeo)

Episódio na UFMG envolve pré-candidatos do PL, estudantes e segurança após debate político sair do controle no campus Pampulha

Briga em campus da UFMG (Foto: Reprodução/X/@JacobBrownWolf)

247 - Um confronto entre pré-candidatos do PL e estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) terminou em agressões físicas na tarde de quarta-feira (22), no campus Pampulha, em Belo Horizonte. A situação começou como uma ação política voltada à gravação de conteúdo para redes sociais, mas rapidamente evoluiu para troca de xingamentos, empurrões e socos, exigindo a intervenção da segurança da instituição.

O ato foi organizado pelos pré-candidatos a deputado estadual Marília Amaral, de Minas Gerais, e Douglas Garcia, de São Paulo, que levaram ao local uma proposta de debate comparando os governos Lula (PT) e Bolsonaro (PL).

A iniciativa consistia na exibição de um cartaz em tamanho real de Bolsonaro com a pergunta “Lula é melhor que Bolsonaro para o Brasil?” e a oferta de um Pix de R$ 500 para quem conseguisse sustentar a afirmação. A dinâmica, segundo os organizadores, seria usada para produção de conteúdo político nas redes sociais.

No entanto, a presença dos pré-candidatos gerou reação imediata de estudantes, que organizaram um protesto e passaram a chamar os militantes do PL de “fascistas”. O clima de tensão aumentou rapidamente, culminando em confronto físico entre os grupos.

A segurança da UFMG precisou intervir para conter a situação. Após o episódio, os envolvidos passaram a repercutir o caso em suas redes sociais, apresentando diferentes versões do ocorrido.

Douglas Garcia afirmou que entrou em um espaço público para promover um debate e que teria sido alvo de agressões, reagindo em seguida. “Eu não vou mais aceitar”, declarou. O pré-candidato também classificou o episódio como “um grave atentado contra a liberdade de expressão e o pluralismo de ideias, pilares fundamentais de qualquer sociedade democrática”.

Já Marília Amaral criticou a reação dos estudantes e defendeu a proposta da ação. “Fomos levar uma dinâmica, um debate para dentro da universidade, mas o pessoal do amor não sabe debater”, afirmou.

Por outro lado, o Diretório Acadêmico da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) publicou um manifesto em vídeo condenando a iniciativa dos pré-candidatos. “Não naturalizamos que a política do extermínio seja parte do jogo democrático. Estamos em abril e os candidatos da extrema-direita buscam a todo custo disputar uma base. Mas na UFMG nós não permitimos que isso aconteça”, declarou a entidade.

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