Produtora de Dark Horse cobrou 230% a mais para instalação de Wi-Fi, aponta polícia
Polícia Civil investiga suspeita de sobrepreço e pagamentos antecipados em contrato de Wi-Fi ligado ao instituto que produziu Dark Horse
247 - A Polícia Civil investiga suspeitas de sobrepreço, pagamentos antecipados e possíveis desvios em um contrato da Prefeitura de São Paulo para instalação de pontos de Wi-Fi em comunidades periféricas. A apuração aponta que o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade ligada à produção do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), teria recebido valores 230% acima dos parâmetros de mercado, segundo o Metrópoles.
A Operação Wi-Fi, deflagrada nesta segunda-feira (1º), mira possíveis irregularidades no termo de colaboração firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o ICB, representado por Karina Ferreira da Gama. De acordo com a investigação, os indícios incluem falhas desde a origem da contratação, suposta ausência de capacidade técnica da entidade, descumprimento de metas e pagamentos sem a correspondente entrega integral do serviço.
Segundo a Polícia Civil, enquanto a empresa municipal Prodam cobrava R$ 306 por ponto, além de R$ 200 mensais pela manutenção, o contrato com o Instituto Conhecer Brasil estabeleceu pagamento fixo de R$ 1,8 mil por ponto. Para os investigadores, a diferença seria incompatível com os valores praticados no mercado e indicaria possível superfaturamento.
A Prefeitura de São Paulo, em nota, contestou a interpretação sobre os valores. A gestão municipal afirmou que o custo estimado na parceria com o instituto para 2026 seria de R$ 1,28 mil por ponto ao mês. Segundo a administração, esse valor seria “significativamente menor do que as propostas recebidas em 2022”, que, de acordo com o município, ficavam entre R$ 2.026,26 e R$ 5.092,14 por ponto ao mês.



