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Sem Pacheco, PSB de Minas prepara candidatura própria e avalia quatro nomes para disputa ao governo

Partido inicia prévias internas e considera Jarbas Soares, Josué Gomes, Julvan Lacerda e Clésio Andrade para 2026

Josué Gomes da Silva (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
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247 - Mesmo após a decisão do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) de não disputar o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026, o PSB mineiro mantém a estratégia de lançar uma candidatura própria ao Palácio Tiradentes. A informação foi publicada originalmente pelo jornal O Globo e confirma que a legenda já trabalha com alternativas para ocupar o espaço deixado pelo parlamentar.

Pacheco, que vinha sendo apontado por setores do PT como o principal nome para liderar um palanque de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas Gerais, anunciou recentemente que não participará da corrida pelo Executivo estadual. O senador também afirmou que encerra seu ciclo na política, após meses de especulações sobre sua possível candidatura.

Apesar da desistência, a direção estadual do PSB reafirma que não pretende abrir mão de uma candidatura própria. Segundo o presidente do partido em Minas Gerais, Otacílio Costa Neto, que também é prefeito de Conceição do Mato Dentro, a legenda já discute quatro nomes para representar a sigla na disputa.

Entre os cotados estão Jarbas Soares, ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, e o empresário Josué Gomes, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e filho do ex-vice-presidente José Alencar. Ambos já haviam sido mencionados pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, como possíveis alternativas para o campo governista no estado.

Além deles, o PSB também avalia os nomes de Julvan Lacerda, ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), e de Clésio Andrade, ex-senador e ex-vice-governador de Minas Gerais.

A definição dos candidatos deverá ocorrer por meio de prévias internas. O processo será conduzido entre os próximos meses e julho, quando a legenda pretende consolidar os nomes que disputarão tanto o governo estadual quanto uma vaga ao Senado.

Enquanto o PSB organiza sua estratégia, o PT continua buscando alternativas para fortalecer sua presença eleitoral em Minas. Um dos nomes considerados é o do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), embora ele tenha demonstrado resistência à possibilidade de entrar na disputa.

Nos últimos dias, dirigentes petistas também abriram diálogo com Gabriel Azevedo (MDB), ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte. O político participou de reuniões com Edinho Silva e com o deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP), presidente nacional do MDB, ampliando as conversas sobre possíveis alianças para o pleito.

Do outro lado do espectro político, a direita mineira também enfrenta desafios para construir um palanque competitivo. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) trabalha na formação de uma aliança com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), considerado um dos nomes mais fortes nas pesquisas de intenção de voto para o governo estadual.

A movimentação ocorre após o afastamento da possibilidade de uma composição com Matheus Simões (PSD), atual vice-governador e escolhido pelo ex-governador Romeu Zema (Novo) como seu sucessor político.

Caso as negociações com Cleitinho não avancem, o PL já estuda lançar candidatura própria. Entre os nomes analisados pela legenda estão Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), e Vittorio Medioli (PL), ex-prefeito de Betim.

Com a saída de Rodrigo Pacheco da disputa, o cenário eleitoral mineiro segue aberto e marcado por articulações em diferentes campos políticos, enquanto partidos buscam consolidar candidaturas e alianças para uma das eleições estaduais mais estratégicas do país.

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