Sistema Cantareira entra em faixa de atenção em abril
Operação do Cantareira muda em abril com volume acima de 40% e maior retirada de água autorizada pela SABESP
247 - O Sistema Cantareira entra em faixa de atenção em abril com volume acima de 40% e maior retirada de água autorizada pela SABESP, segundo atualização divulgada nesta terça-feira (31). A mudança ocorre após o principal manancial que abastece a Região Metropolitana de São Paulo registrar recuperação no volume armazenado.
As informações foram divulgadas pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pela SP Águas, que confirmaram a alteração da operação a partir de terça-feira (1º). O sistema passará a operar na Faixa 2 – Atenção, conforme previsto na Resolução Conjunta nº 925/2017.
De acordo com os dados mais recentes, o Cantareira atingiu 43,62% de seu volume útil no último dia útil de março, superando os 35,42% registrados em quinta-feira (27 de fevereiro). O índice acima de 40% permite a mudança de faixa operacional para abril.
Com a nova condição, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP) poderá ampliar a retirada de água do sistema para até 31 metros cúbicos por segundo (m³/s), acima dos 27 m³/s autorizados até março. Em condições normais, o limite pode chegar a 33 m³/s.
Durante o período úmido, que segue até maio de 2026, a liberação de vazões para as bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) será feita com maior flexibilidade, conforme comunicados da SP Águas. Esses informes também são encaminhados aos Comitês PCJ, conforme previsto na regulamentação vigente.
Como medida adicional de gestão, a SABESP poderá utilizar, além da vazão autorizada do Cantareira, volumes eventualmente transferidos do reservatório da Usina Hidrelétrica Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul, respeitando os limites estabelecidos.
As agências reguladoras destacaram a importância de medidas para redução do consumo e combate a perdas, além do uso racional da água por parte da população e de outros usuários, com o objetivo de preservar os níveis dos reservatórios.
A gestão do Sistema Cantareira é realizada de forma compartilhada entre a ANA e a SP Águas, com monitoramento diário dos níveis, vazões e volumes armazenados. As regras atuais foram estabelecidas após a crise hídrica de 2014 e 2015, buscando garantir maior previsibilidade e segurança hídrica.
O sistema é responsável por abastecer cerca de metade da população da Região Metropolitana de São Paulo e também atende municípios das bacias PCJ, incluindo Campinas. Ele é formado por cinco reservatórios interligados — Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro — com capacidade total de 981,56 bilhões de litros.
Desde 2018, o Cantareira conta com uma interligação adicional com a represa Jaguari, no rio Paraíba do Sul, o que ampliou a segurança hídrica regional. Apesar de estar localizado em São Paulo, parte das águas que abastecem o sistema tem origem em rios que passam por Minas Gerais.
As autoridades afirmam que as regras atuais são adequadas para a gestão dos recursos hídricos e seguem monitorando continuamente a situação para orientar futuras decisões operacionais.


