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STF cobra explicações sobre ligação entre funerárias e Banco Master em São Paulo

Decisão do ministro Flávio Dino amplia pressão sobre modelo funerário

Sessão plenária do STF - Flávio Dino - 19/02/2026 (Foto: Antonio Augusto/STF)

247 - O Supremo Tribunal Federal (STF) pediu  esclarecimentos à Prefeitura de São Paulo sobre vínculos entre concessionárias do serviço funerário da capital e o Banco Master, ampliando a pressão sobre a gestão municipal em meio a questionamentos sobre a privatização do setor. A administração do prefeito Ricardo Nunes (MDB) reagiu à decisão e defendeu a regularidade do modelo adotado.

A informação foi publicada pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo. Segundo o jornal, o pedido partiu do ministro Flávio Dino no âmbito de uma ação que contesta a concessão dos serviços funerários na cidade. O magistrado apontou que a própria gestão municipal já teria tomado conhecimento da possível relação e aberto uma investigação interna, comenta a coluna.

De acordo com o despacho, Dino quer que a prefeitura esclareça se há conexão entre empresas responsáveis pelos serviços funerários e o Banco Master. O caso envolve também o nome de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, que atuou como conselheiro da empresa Cortel entre 2022 e 2025.

Em resposta, a Prefeitura de São Paulo defendeu a legalidade da concessão e rebateu a iniciativa do ministro. Em nota enviada à coluna, a gestão afirmou: "A Prefeitura de São Paulo sugere ao ministro Flávio Dino que pergunte aos colegas de Supremo Tribunal Federal sobre o Banco Master, que é onde se encontra a investigação sobre ações e atos do banco".

A administração municipal também garantiu que os serviços seguem operando normalmente. Segundo a nota, "os serviços funerários e cemiteriais na cidade de São Paulo estão em pleno funcionamento, sem nenhuma intercorrência, e o município seguirá cumprindo o seu papel de gestor e fiscalizador."

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