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Três suspeitos são presos por estupro coletivo de duas meninas no Rio

Polícia Civil investiga caso ocorrido em Valença; vítimas têm 13 anos e há um adolescente apreendido por participação no crime

Foto genérica sobre jovem vítima de estupro (Foto: Marcello Jr/Arquivo da Agência Brasil)

247 - A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou mais uma operação de combate à violência sexual contra menores no interior do estado. Conforme divulgado pela corporação nesta terça-feira (10), três homens foram presos e um adolescente foi autuado na cidade de Valença (RJ), sob acusação de envolvimento em um estupro coletivo praticado contra duas meninas de 13 anos de idade. Os relatos foram publicados no jornal O Estado de S.Paulo.

De acordo com as informações divulgadas pelo 91º Distrito Policial, de Valença, os adultos respondem pelos crimes de estupro e exploração sexual de vulnerável. O adolescente, por sua vez, foi autuado por infrações análogas aos crimes de estupro de vulnerável e tráfico de drogas. A corporação não divulgou os nomes dos envolvidos, e não foi possível localizar as respectivas defesas até o fechamento desta reportagem.

As investigações tiveram início após a denúncia do crime. Agentes do 91º DP ouviram testemunhas, colheram depoimentos das vítimas e realizaram exames periciais que comprovaram a ocorrência dos abusos. Segundo a Polícia Civil, as diligências seguem em andamento com o objetivo de localizar um quinto suspeito, já identificado pelas autoridades, que ainda não foi preso.

O caso de Valença ganha ainda maior repercussão por ocorrer em um contexto de crescente atenção da sociedade e das autoridades fluminenses aos crimes de violência sexual contra adolescentes. O episódio aconteceu pouco tempo depois de outro caso de grande comoção nacional: na noite de 31 de janeiro, quatro homens maiores de idade foram presos acusados de estuprar uma jovem de 17 anos em Copacabana, Zona Sul da capital carioca. Naquela ocorrência, um menor que teria organizado a emboscada também foi apreendido.

Os dois casos evidenciam um padrão preocupante de violência sexual coletiva praticada contra menores no estado do Rio de Janeiro, e têm acendido o debate público sobre a necessidade de respostas mais efetivas do poder público na proteção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

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