Vale amplia investimento ambiental no Rio e reforça ações no Parque Cunhambebe
Investimento pode chegar a R$ 25 milhões e amplia ações de conservação, pesquisa e educação ambiental no estado
247 - A Vale e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) renovaram, nesta sexta-feira (2), o acordo de cooperação voltado à conservação ambiental no Rio de Janeiro, ampliando o investimento da mineradora de R$ 17 milhões para até R$ 25 milhões ao longo dos próximos cinco anos. A parceria, iniciada em 2020, passa a incluir novas frentes como restauração florestal, incentivo à pesquisa científica e reforço em programas de educação ambiental.
As informações foram divulgadas pelo jornal Valor Econômico, que detalhou a expansão do escopo do acordo e os resultados obtidos nos últimos cinco anos de atuação conjunta entre a empresa e o órgão ambiental fluminense.
O foco principal da cooperação segue sendo o Parque Estadual Cunhambebe, na Costa Verde do Rio de Janeiro, considerado a segunda maior unidade de conservação do estado. Com cerca de 38 mil hectares de Mata Atlântica preservada, o parque abriga aproximadamente 100 espécies ameaçadas de extinção e desempenha papel estratégico na proteção de recursos hídricos e na formação de corredores ecológicos.
Segundo a Vale, a parceria já resultou no fortalecimento da estrutura operacional do parque, com a doação de equipamentos como embarcações, drones, câmeras e itens de apoio à fiscalização e ao combate a incêndios. Outro avanço relevante foi o aumento do conhecimento científico sobre a biodiversidade local, com o registro de cerca de 1.700 novas espécies, incluindo animais como a anta, o muriqui-do-sul e o formigueiro-de-cabeça-negra.
A vice-presidente de sustentabilidade da empresa, Grazielle Parenti, destacou os resultados alcançados desde o início da cooperação. “A renovação [da parceria] é resultado dos impactos positivos já alcançados ao longo dos últimos 5 anos entre a Vale e o Inea, e reforça a importância de dar continuidade e ampliar essa atuação”, afirmou. Ela acrescentou que “com a meta florestal, adotamos um modelo inovador de parceria entre a gestão pública e a iniciativa privada, ajudando o Brasil a cumprir algumas metas globais previstas no Marco Global de Biodiversidade e nos ODS”.
O acordo também se conecta a um compromisso assumido pela mineradora em 2019, de recuperar e proteger 500 mil hectares de florestas até 2030. Desse total, 400 mil hectares correspondem à meta de proteção, da qual metade já foi atingida, com 200 mil hectares conservados. Parte significativa desse resultado — cerca de 115 mil hectares — decorre de parcerias com órgãos ambientais como o próprio Inea, o Iema e o ICMBio.
Para o secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Diego Faro, a continuidade da cooperação reforça políticas públicas já consolidadas. “O Parque Estadual Cunhambebe já é um dos maiores ativos ambientais do Rio de Janeiro, resultado de uma política pública sólida de proteção da biodiversidade”, afirmou. Segundo ele, “a renovação desse acordo reforça esse trabalho e amplia nossa capacidade de atuação em campo, trazendo mais estrutura, mais conhecimento e novas frentes de ação”.


