Caso Cão Orelha: polícia pede internação de adolescente apontado como autor da morte
Investigação também resulta em indiciamento de adultos por coação de testemunha e em medidas contra outros adolescentes no caso Caramelo
247 - A Polícia Civil de Santa Catarina solicitou à Justiça a internação de um adolescente identificado como o responsável pela morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis. O pedido foi feito após a conclusão do inquérito, encerrado nesta terça-feira (3), e encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário. A medida é considerada, no sistema socioeducativo, equivalente à prisão aplicada a adultos em casos de crimes graves. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.
Segundo a corporação, a investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), que atuaram de forma conjunta para esclarecer as circunstâncias do crime.
Além do episódio que resultou na morte de Orelha, a polícia também apurou uma tentativa de afogamento contra um segundo cachorro, chamado Caramelo, que conseguiu escapar. Por esse caso, a Polícia Civil fez representação contra quatro adolescentes.
No mesmo inquérito, três adultos foram indiciados pelo crime de coação a testemunha, por, segundo a investigação, tentarem interferir no curso das apurações.De acordo com a Polícia Civil, os adolescentes investigados são responsáveis pelos dois episódios envolvendo os animais. Ao todo, foram ouvidas 24 testemunhas durante a apuração, e um grupo de oito adolescentes foi investigado ao longo do processo.
O jovem apontado como autor da agressão fatal contra Orelha foi identificado, entre outros elementos, pela roupa utilizada no momento do crime.O cão comunitário Orelha foi atacado na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30, na Praia Brava, no Norte da Ilha, em Florianópolis. Segundo a polícia, o animal sofreu uma pancada contundente na cabeça, provocada por um chute ou por um objeto rígido, como um pedaço de madeira. Resgatado após a agressão, Orelha chegou a ser levado a uma clínica veterinária, mas não resistiu aos ferimentos.
Com a conclusão do inquérito, caberá agora ao Ministério Público analisar o pedido de internação e as demais medidas solicitadas pela Polícia Civil, além de avaliar a responsabilização dos adultos indiciados e dos outros adolescentes envolvidos no caso que chocou moradores da região e mobilizou entidades de proteção animal.


